Banco do Brasil vai sofrer nova reestruturação

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O Banco do Brasil anunciou mais um plano de reorganização que afetará funções, agências e departamentos. A instituição afirma que o programa será implantado neste segundo semestre. Também está sendo preparado um novo plano de desligamento incentivado.


A direção do BB prepara mais um plano de demissão à revelia do movimento sindical, o que invariavelmente irá resultar em aumento da sobrecarga de trabalho nos funcionários remanescentes. O movimento sindical cobra a abertura de novos concursos a fim de reparar a redução das vagas causada por mais essa reestruturação.


Na reestruturação, o banco informou que será criada a Unidade Inteligência Analítica, que acompanhará o desenvolvimento de técnicas, ferramentas e inovações que utilizam soluções com Inteligência Analítica e Inteligência Artificial. Serão criadas 42 novas Agências Empresas, até outubro, transformadas 333 agências em Postos de Atendimento Avançado (PAA) e outros 49 PAAs em agências.


O Banco do Brasil vem priorizando a proliferação de agências digitais, o que irá afetar sua função pública e social. A política de Estado para os bancos públicos deve priorizar a bancarização da população, principalmente a de mais baixa renda, ao invés de copiar o modelo adotado pelos bancos privados. Isso não quer dizer que o BB não possa ter agências digitais, mas o banco não pode abrir mão de agências físicas.


Ceará


Segundo publicou o jornal Diáriodo Nordeste, na edição desta terça, 30/7, das 333 agências do Banco do Brasil que deverão ser readequadas em Postos de Atendimento Avançado (APA), nove delas estão localizadas no Ceará. A confirmação veio da própria instituição, na tarde desta segunda-feira (29).  O Banco, no entanto, até o fechamento da matéria em questão, não confirmou os municípios e endereços das agências que terão as funcionalidades ajustadas ao novo modelo. O plano de reestruturação também foi anunciado nesta segunda.


Além disso, o BB também afirmou em nota que ainda “não é possível estimar” o número de desligamentos no Estado que deverão ocorrer a partir do plano de desligamento incentivado.  De acordo com a instituição, os funcionários serão distribuídos conforme o Programa de Adequação de Quadros (PAQ). A medida visa equacionar “as situações de vagas e de excessos nas unidades do Banco”. Contudo, ainda não foram divulgadas as condições oferecidas no desligamento. 

 


Plano de demissão


Além das movimentações, o banco prepara um novo plano de desligamento voluntário. A adesão será voluntária, e de caráter pessoal. O PDV só será validado nas agências que tiverem quadro em excesso. 


É importante ressaltar que a decisão de aderir ao plano de desligamento é voluntária, e os sindicatos irão acompanhar de perto o processo para evitar que os funcionários sofram qualquer tipo de pressão para aderir ao PDV sem avaliar de fato os impactos em suas vidas.


No mapa de vagas haverá uma sinalização dos prefixos e funções onde há manifestação de interesse de funcionários no desligamento pelo PAQ.Os bancários que aderirem terão aquilo que o banco chama de “incentivos”:


– Indenização financeira, calculada com base no salário, com valores de piso e teto estabelecidos conforme a seguir:


– Sete salários para quem trabalhou até 20 anos, com um piso de R$ 20 mil e teto de R$ 200 mil.


– Para quem trabalha há mais de 20 anos, nove salários, também com piso de R$ 20 mil e teto de R$ 200 mil.


– O BB ressarcirá por até um ano as mensalidade do Plano Cassi Família ou plano de saúde ofertado pelas Patrocinadoras de bancos incorporados para os funcionários em que o desligamento pelo PAQ cesse o direito de permanência no plano de associados da Cassi ou do respectivo plano oriundo de banco incorporado. O benefício será estendido aos dependentes econômicos, inscritos até a data do desligamento, mediante apresentação de proposta de adesão.