BRADESCO: bancários do Ceará protestam contra demissões

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De acordo com calendário de lutas da Contraf-CUT, o Sindicato dos Bancários do Ceará realizou dia 15/10, manifestações contra as demissões no Bradesco. A atividade aconteceu no Centro de Fortaleza, nas agências Fortaleza, Iracema e Rua Barão do Rio Branco.

A diretoria do Sindicato denunciou a postura do banco para uma enorme fila de clientes que se aglomerou na frente das unidades, buscando atendimento e incentivou-os a denunciar ao Banco Central o descaso do Bradesco com a população que fica, diariamente, exposta ao sol e à chuva nas calçadas por horas a fio.

Apesar de ter lucrado, somente no 1º semestre, cerca de R$ 7 bilhões, mesmo com a pandemia, o Bradesco já demitiu mais de 400 bancários em todo o país, cerca de 40 só no Ceará, precarizando ainda mais o atendimento à população.

Além disso, a possibilidade de demissão que reina constantemente dentro do Bradesco está causando desespero entre os funcionários. As demissões atingem até mesmo funcionários adoecidos pelo trabalho no banco.

“Não podemos permitir que os banqueiros sigam demitindo em plena pandemia. O que acontece hoje no Bradesco, está se repetindo no Santander, no Itaú, e todos lucraram mesmo com a crise sanitária. Não há razão para demitir os trabalhadores”, argumentou o diretor do Sindicato e funcionário do Itaú, Marcos Francelino.

“Quem fica, além de ter de cumprir metas e se desdobrar para suprir a falta dos funcionários demitidos, ainda tem de conviver com a apreensão constante de quem pode ser o próximo a sair”, avaliou o diretor do Sindicato e funcionário do Bradesco, Telmo Nunes. “Para demitir, o Bradesco diz que já acabou a pandemia, mas para atender a população dignamente, não”, concluiu.

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