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Brasil deve voltar ao Mapa da Fome, alerta ONU

A inexistência de uma agenda de políticas públicas por parte do governo federal para conter o avanço da pandemia do coronavírus no Brasil torna praticamente inevitável a escalada de propagação da doença pelos próximos meses, com resultados catastróficos para as populações socialmente mais vulneráveis. O Banco Mundial prevê que a crise pode empurrar para a pobreza extrema mais de 5,5 milhões de brasileiros neste ano, levando o país a entrar novamente no radar do Mapa da Fome das Nações Unidas. A avaliação é do diretor do escritório no Brasil do Programa Mundial de Alimentos (WFP, na sigla em inglês), Daniel Balaban. O Brasil deixou o Mapa da Fome durante o primeiro mandato da ex-presidenta Dilma Rousseff, em 2014. No início de 2019, em uma inequívoca demonstração da linha anti-democrática que daria o tom de seu governo, Bolsonaro extinguiu o Consea (Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional).

Não à MP da Grilagem

Após três horas de obstrução, os deputados de oposição ao governo Bolsonaro conseguiram, dia 12/5, impedir a votação da Medida Provisória (MP) nº 910, conhecida como “MP da Grilagem”, que prevê a legalização de milhares de imóveis rurais, permite a obtenção de títulos de terra sem vistoria prévia e transforma em proprietários aqueles que invadiram terras da União. Em nota, a Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag) reafirmou que é contra a MP e repudiou a votação em plena pandemia da Covid-19. De acordo com a Contag, a MP 910 prejudica “os povos do campo, da floresta e das águas, e estimula a grilagem de terras, a violência, os crimes ambientais e a [contribui com a] desigualdade social no Brasil”. A MP 910, editada por Bolsonaro em dezembro do ano passado, caduca no próximo dia 19/5. Isso significa que se não for votada e aprovada até lá, perderá os efeitos.

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