Caixa: população mal atendida e empregados adoecidos com metas inatingíveis

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A Caixa Econômica Federal está entre os bancos mais reclamados no ranking do Banco Central (Bacen) desde o primeiro trimestre de 2020. Enquanto a população reclama do atendimento deficiente, os empregados são pressionados a cumprir metas de vendas inatingíveis, diante da situação econômica do país.

A explicação está no fato de a atual direção da Caixa priorizar a força de atendimento para realização de negócios, em detrimento do atendimento de qualidade à população. O resultado dessa combinação é a população mal atendida e os empregados adoecidos.

Cientes do papel social que exerce, os empregados lamentam a prioridade dada aos negócios em detrimento do atendimento à população. Denúncias às entidades ainda apontam que a cobrança por metas acontece de hora em hora, em plataformas de colaboração de equipes e grupos de WhatsApp. Com tanta pressão, os empregados estão adoecendo.

Deficiência de pessoal – Este é um problema crônico da Caixa, que se arrasta por muitos anos, agrava ainda mais a situação. São sucessivos Programas de Demissão Voluntária (PDV) sem a devida reposição de pessoal. Uma preocupação dos empregados, e também das entidades representativas, é o retorno das filas. No primeiro dia de pagamento do novo Auxílio Brasil, alguns estados já registraram filas na porta das agências.

Além disso, com o aumento da taxa de juros e o comprometimento de margem consignável, não resta público-alvo para realizar novos contratos. Com o cenário econômico atual, de desemprego em alta, a Caixa muda seus parâmetros internos de concessão de crédito. Assim, aqueles clientes que podem fazer empréstimo pelo CDC Automático, por exemplo, (linha de crédito pré-aprovada que pode ser contratada pelo caixa eletrônico) não têm o crédito aprovado. No entanto, a exigência pelo cumprimento de metas e cobrança por novos contratos é a mesma. Vários empregados já precisam recorrer a medicamentos para conseguir lidar com a pressão.

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