Caixa supera marca de 100 milhões de contas digitais, mas continua na mira das privatizações

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Um dos maiores bancos públicos do país, a Caixa, atingiu, dia 4/11, a marca de 105 milhões de poupanças digitais. Mesmo assim, na 2ª quinzena de outubro, o ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a defender a privatização da Caixa. Desta vez, com a abertura de capital (IPO) do braço digital do banco “nos próximos seis meses”.

Para as entidades representantes dos empregados da Caixa, isso pode representar a cisão da Caixa e sua consequente privatização, pois não é possível dividir a estrutura operacional da empresa.

Ao alcançar tal marca, a Caixa demonstra mais uma vez o tamanho da sua importância e o esforço realizado pelos seus empregados. Mais do que isso, está sendo imprescindível durante a pandemia da Covid-19. É lamentável ainda assim, fazer parte da agenda privatista do governo federal.

A abertura das contas digitais demonstra o grau de qualificação dos empregados, que em tempo recorde criaram sistemas e contas para atender os milhares de brasileiros afetados pela crise sanitária e social. Além disso, a Caixa ampliou seu programa de inclusão bancária, que começou com a conta Caixa Aqui, lançada em 2012, ratificando o papel público e relevante do banco para o Brasil.

De acordo com dados da Caixa, do dia 9/4 até agora, já foram realizados 386,7 milhões de pagamentos para 67,8 milhões de beneficiários do Auxílio Emergencial, totalizando R$ 242,6 bilhões creditados. A estimativa da Caixa é de que serão pagos R$ 340 bi em benefícios pelas contas digitais em 2020.

A Poupança Social Digital é gratuita e não possui tarifa de manutenção. Além disso, é possível fazer até três transferências por mês sem custo adicional. O acesso se dá por meio do aplicativo Caixa Tem.

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