Centrais sindicais farão protesto em 7/8 contra descaso do governo

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As centrais sindicais marcaram para 7 de agosto (uma sexta-feira) um “Dia Nacional de Luta em Defesa da Vida e dos Empregos”, para protestar contra o governo e sua atuação durante a pandemia de coronavírus. Para as entidades, “o governo Bolsonaro contrariou os especialistas em saúde pública, os organismos e protocolos internacionais, negou a pandemia e adotou medidas equivocadas e desastrosas, que desorganizaram as ações de enfrentamento à pandemia, colocando o Brasil, tragicamente, na iminência de atingir 100 mil óbitos ainda em agosto”.


“Além de ter contribuído para a perda de milhares de vidas, o descaso e descontrole com os quais o governo tratou a pandemia lançaram o Brasil na maior crise econômica e social de toda a sua história, com a extinção em massa de empregos e de empresas”, acrescentam as centrais, em nota.


Na nota, eles ainda exigem das autoridades “os equipamentos de proteção individual e coletivo para os trabalhadores das categorias essenciais, em especial os da área de saúde”. E reafirmam a defesa da manutenção do auxílio emergencial, no valor de R$ 600, no mínimo até dezembro.

Os bancários devem participar do Dia Nacional de Luta. A orientação é usar preto, representando o luto pelas perdas das vidas de trabalhadores bancários durante a pandemia. A categoria deve utilizar também a hashtag da nossa Campanha Nacional #NaLutaComVocê, assim como as artes referentes à campanha em suas redes sociais durante todo o dia 7.


Crédito, SUS e vetos


A pauta das centrais inclui ampliação das parcelas do seguro- desemprego, liberação de crédito para micro e pequenas empresas e fortalecimento do SUS. Além disso, as entidades reivindicam a “derrubada pelo Congresso Nacional dos vetos do presidente da República que impedem a garantia dos direitos conquistados pelos trabalhadores(as) e seus sindicatos, por meio da ultratividade, dos acordos e convenções coletivas de trabalho”. Assinam a nota Sérgio Nobre (CUT), Miguel Torres (Força Sindical), Adilson Araújo (CTB), José Calixto Ramos (Nova Central), Alvaro Egea (CSB), Ricardo Patah (UGT), Ubiraci Dantas de Oliveira, o Bira (CGTB), Joaninha de Oliveira (CSP-Conlutas), Nilza Pereira de Almeida (Intersindical), Emanuel Melato (Intersindical) e José Gozze (Pública – Central do Servidor).