CNFBNB cobra pendências em nova negociação da mesa permanente com o BNB

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A Contraf-CUT, auxiliada pela Comissão Nacional dos Funcionários do BNB (CNFBNB), esteve reunida com a direção do Banco do Nordeste para mais uma rodada da mesa permanente de negociação. A reunião foi a primeira comandada pela nova diretora de Administração e TI, Ana Teresa Barbosa de Carvalho, mas ainda assessorada pelo ex-diretor Haroldo Maia Jr.

Os dirigentes sindicais iniciaram a reunião cobrando uma solução definitiva para o caso do bancário e diretor do Sindicato dos Bancários de Alagoas, Petrúcio Lages. Perseguido político na época da ditadura e anistiado, Petrúcio foi demitido pela quarta vez, mesmo com decisão positiva em ação de reintegração no Tribunal Superior do Trabalho (TST). A ação ainda cabe recurso. Petrúcio é o bancário mais antigo em atividade no Brasil, e sua história é marcada por uma luta incansável desde 1964, quando foi sumariamente demitido do BNB, logo após o golpe militar. “O Banco alega que Petrúcio tem idade superior ao permitido para exercer atividades no serviço público, mas na nossa interpretação tudo é uma questão política”, afirma Iury Filgueira, diretor do Sindicato dos Bancários de Alagoas e membro da CNFBNB.

A Comissão Nacional também cobrou o Banco, mais uma vez, sobre a redução da jornada para pais com filhos com necessidades especiais. O Banco informou que está formulando uma proposta que englobe pais com filhos com qualquer tipo de deficiência. “Esse, por si só, já foi um avanço, pois ampliou a nossa conquista. Essa é uma prova de que a mesa permanente funciona e estamos aguardando a proposta do Banco para clausular essa conquista”, destacou o secretário geral da Contraf-CUT, Gustavo Tabatinga.

Os dirigentes cobraram ainda o Banco sobre a situação dos funcionários que ainda têm horas a pagar decorrentes do período da pandemia. A CNFBNB deseja a extensão do prazo para pagamento das horas. O Banco, no entanto, disse que fará um levantamento de quem ainda deve horas e vai analisar os casos pendentes. Os sindicatos cobraram também o quantitativo de horas extras realizadas pelo funcionalismo do banco, por estado, no período de setembro/22 a agosto/23.

Cobrado sobre o concurso público anunciado anteriormente, o Banco informou que aguarda algumas definições da direção para lançar o edital em breve.

A CNFBNB solicitou uma solução a respeito do seguro prestamista e da renegociação de dívidas. Na negociação passada, realizada em agosto último, a Comissão conquistou a suspensão do pagamento dos empréstimos por mais três meses, mas solicitou ainda que o seguro prestamista fosse diluído nas parcelas e não pago de uma só vez, como é cobrado atualmente pelo Banco. “Entretanto, o que nós desejamos é que haja uma solução para resolver, ou pelo menos, minimizar o endividamento dos funcionários”, lembrou Tomaz de Aquino, coordenador da CNFBNB. O Banco informou que deve fazer uma campanha de educação financeira, além dos canais de renegociação que já dispõe.

A Contraf-CUT cobrou ainda sobre a cláusula aprovada na última CCT que discute os programas de metas dos bancos. O objetivo da CNFBNB é reduzir o impacto dessas metas na vida funcional dos trabalhadores que reclamam sobre a reprogramação de metas.

Os dirigentes cobraram também uma resposta do Banco sobre a realização de horas extras por quem está em trabalho híbrido quando estiver trabalhando na unidade. O Banco disse que ainda está debatendo a questão.

A próxima rodada da mesa permanente deve acontecer na última semana de outubro.

 

 

 

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