Contraf-CUT reivindica suspensão do processo de reestruturação da Caixa

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A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) enviou, nesta terça-feira (31), um ofício para o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, para reivindicar a suspensão de todos os atos decorrentes da “reestruturação” em curso no banco, para impedir prejuízos aos bancários no atual estado de Calamidade Pública, reconhecido pelo Congresso Nacional por meio do Decreto publicado em 20 de março de 2020.


“O atual cenário mundial tem deixado todo mundo num enorme estado de aflição e de incertezas. Para os bancários, é ainda pior, porque, além da ansiedade da pandemia, ainda tem mudanças quanto à reestruturação da empresa”, disse Fabiana Uehara Proscholdt, secretária da Cultura e representante da Contraf-CUT nas negociações com o banco, ao lembrar que já foram confirmados diversos casos de contaminação por coronavírus entre os trabalhadores do setor financeiro.


“A situação pede prudência e sensatez a qualquer empregador, especialmente naquilo que pode alterar as relações de trabalho já estabilizadas. É fundamental levar em consideração também que, algumas medidas dependem da manifestação do empregado, que – em sua maioria – estão em situação de instabilidade emocional”, completou.


Suspensão dos processos seletivos e a interrupção dos prazos processuais internos


Depois de receber inúmeras denúncias dos empregados da Caixa de inviabilidade para se inscreverem nos processos seletivos abertos, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), através da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa Econômica Federal (CEE/Caixa), pede a suspensão dos processos seletivos internos e a interrupção dos prazos processuais dos processos disciplinares e de apuração ética, além da consequente suspensão desses processos, até a normalização das atividades funcionais.


“Nosso objetivo é garantir que todos os empregados consigam participar e concorrerem às vagas, se quiserem. Assim como possam se defender devidamente”, explicou Fabiana Uehara Proscholdt, secretária da Cultura e representante da Contraf-CUT nas negociações com o banco. Os relatos são de instabilidade na ferramenta eletrônica de inscrições nos PSI’s, que por vezes fica fora do ar ou trava, o que impossibilita a inscrição nos PSI’s ou mesmo de equipamento para acesso à rede. “As instabilidades do sistema e a ausência de acesso à rede fornecimento de certificados eletrônicos pela Caixa impossibilitar a observação dos princípios da isonomia, da legalidade, da impessoalidade, da publicidade e da eficiência”, diz o texto.