DEU NA IMPRENSA – Coronavírus: bancos e bancários orientam população sobre filas nas portas das agências

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 Matéria veiculada no jornal Diário do Nordeste


A aglomeração de pessoas nas portas dos bancos tem preocupado os bancários e as instituições financeiras. Os riscos para a saúde dos clientes e dos funcionários devido à proximidade e à possibilidade de contaminação pelo novo coronavírus (Covid-19) uniu as categorias a recomendar à ida às agências apenas quando não houver outra opção. A indicação é de se deslocar aos bancos quando da necessidade de sacar algum dinheiro em espécie, mas que devem tentar ao máximo utilizar os meios eletrônicos de pagamentos como internet banking, apps bancários, pagamento por aproximação e os cartões de crédito.


“A categoria bancária tem mantido negociação permanente com os bancos para que o atendimento à população aconteça da melhor maneira possível. Nosso apelo é para evitar aglomerações dentro das agências e fora pelo risco de contaminação. Clientes devem evitar as agências sempre que possível usando os canais alternativos da rede bancária”, afirmou Carlos Eduardo, presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará.


Segundo comunicado enviado pela Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), a principal recomendação é a mesma do sindicato, ou seja, que as pessoas evitem ao máximo irem às agências. “Por meio dos canais digitais, (internet banking e aplicativos) é possível realizar quase todas as operações bancárias e ter acesso a diversos produtos e serviços (fazer transferência, tirar extrato, pagar contas, pedir empréstimo, negociar dívidas, contratar seguros etc.). Esses canais são pensados para oferecer uma experiência simples e fácil, mas caso a pessoa não tenha familiaridade com eles, recomendamos que ela peça ajuda a alguém da confiança dela, como um parente ou um amigo”, informa a nota.


A Federação continua dizendo que, para fazer saques ou depósitos, eles recomendam que os clientes usem a rede de mais de 170 mil caixas eletrônicos espalhados pelo País, evitando aglomerações nas agências.


Segundo Eduardo, sobre estas aglomerações que são flagradas pela cidade, não há muito o que banco e sindicato possam fazer além de denunciar às autoridades para que essas possam tentar ajudar.  “Tivemos resposta em Fortaleza. A prefeitura encaminhou equipes da Guarda Municipal para identificar aglomerações e organizar as pessoas onde nós estamos apontando os problemas. Também temos um canal de denúncia (e-mail bancariosce@bancariosce.org.br e Whatsapp 997657191) para que a população nos ajuda nos alertando onde mais há problemas”, afirmou o presidente.


Saúde dos bancários


O presidente sabe que estes dias iniciais do mês já representam grande fluxo, pois há uma série de pagamentos que são agendados. Há benefícios do INSS e sociais, salários, aposentadorias, entre outros. Mesmo assim, ele roga que clientes tenham calma e entendam o momento. Para tentar evitar aglomerações dentro dos bancos, alguns procedimentos foram tomados como a restrição ao número de clientes que entram ao mesmo tempo em cada banco. “É uma forma de evitar que os funcionários todos fiquem doentes ao mesmo tempo e que precise fechar a agência que seria um prejuízo maior”, diz Eduardo que complementa afirmando que parcerias entre sindicato e Febraban trouxeram política de higienização e segurança de trabalho mais acentuada neste momento de pandemia.


Veja algumas destas medidas:


– Foram asseguradas as condições de um ambiente de trabalho com proteção à saúde: higienização, distanciamento entre os postos de trabalho, controle do número de pessoas dentro da agência, organização de filas para que não haja contato entre os próprios clientes


– Em regime contingenciado, ou seja, com limite de pessoas no interior das agências e apenas com transações essenciais, as agências realizarão atendimento ao público pelo período mínimo das 10 horas às 14 horas, enquanto for necessário para atender às necessidades de combate à disseminação do Covid-19, responsável pela atual pandemia


– Para atendimento exclusivo para idosos, gestantes e pessoas portadoras de deficiências, o atendimento será das 9 horas às 10 horas, para impedir uma eventual contaminação de outros públicos com os grupos mais vulneráveis.


– Várias atividades administrativas devem ser feitas dentro da agência bancária para dar suporte ao atendimento não só presencial como nos canais digitais e remotos.


“Os novos horários foram definidos dentro das orientações estabelecidas pelo Banco Central, que possibilita às instituições financeiras alterar horários de atendimento ou suspender serviços em agências selecionadas de forma pontual e por períodos limitados de tempo”, encerra a nota da Febraban.


“Muita gente vai aos bancos e poderia estar resolvendo por telefone ou pela internet ou mesmo pelo app do banco. Cada pessoa que faz isso é uma a menos para se contaminar, contaminar alguém ou bancário”, conclui Carlos Eduardo.