Dia Nacional de luta: Bancários vão às ruas em defesa da Previdência

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A categoria bancária foi às ruas defender a nossa aposentadoria. Unidos às demais categorias de trabalhadores, os bancários participaram do Dia Nacional de Luta e Mobilização em Defesa da Previdência Pública, na sexta-feira, dia 22/3, para dizer Não à PEC 06/2019, apresentada pelo governo Bolsonaro como proposta para a reforma da Previdência. Cerca de 30 mil trabalhadores compareceram à Praça da Imprensa, no bairro Dionísio Torres, e saíram em caminhada até a Praça Portugal.


Ocorreram atos em quase 100 cidades em todo o país e a caminhada de Fortaleza foi uma das maiores, ganhando destaque nas redes sociais e na mídia nacional. Os trabalhadores cearenses estão convictos de que se a proposta de reforma da Previdência apresentada pelo governo for aprovada nós seremos obrigados a trabalhar e contribuir por mais tempo, recebendo menos. Ao mesmo tempo, o governo e as empresas serão isentas de dar suas contribuições.


“Nós estamos nas ruas hoje, principalmente, para defender nosso direito de se aposentar e receber um benefício digno e à altura da contribuição que nós, trabalhadores, damos para o desenvolvimento do país”, destacou o presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará, Carlos Eduardo.



A proposta apresentada por Bolsonaro é ainda pior do que a do governo golpista de Temer, que a classe trabalhadora barrou após diversas mobilizações e duas greves gerais. O atual governo quer estipular a idade mínima de 62 anos para mulheres e de 65 anos para homens se aposentarem e extinguir o direito da aposentadoria por tempo de contribuição. Além disso, as pessoas terão que contribuir por 20 anos para receber apenas 60% do benefício. Se quiser receber 100% do benefício, terão que contribuir por 40 anos. Mesmo assim, não receberão o valor integral da aposentadoria. É que o governo quer alterar a forma de cálculo da contribuição. Hoje o cálculo é feito sobre os 80% dos maiores valores pagos. Com a nova proposta, o cálculo levará em conta a totalidade das contribuições, desde quando a pessoa começou a trabalhar.


A reforma será prejudicial para todos os trabalhadores, mas ainda mais para as mulheres. Hoje, a idade mínima para aquelas que vivem abaixo da linha da pobreza e não conseguiram contribuir por 15 anos é de 60 anos. Vai subir para 62 anos.