Dia Nacional de Luta: Centrais orientam que paralisações sejam mantidas, mas que se evitem atos de ruas e aglomerações

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Reunidas em São Paulo, no dia 16/3, as Centrais Sindicais, preocupadas com a disseminação do coronavírus, orientam todas as entidades que no dia 18 de março – Dia Nacional de Lutas – evitem atos de ruas e aglomerações. As Centrais destacam, porém, a importância da manutenção do Dia de Lutas com paralisações, greves e protestos virtuais.


Segundo nota divulgada logo após a reunião, as Centrais sindicais entendem que enfrentar o coronavírus é a principal tarefa da sociedade, mas as entidades condenam o descaso do governo federal pois, em vez de liderar medidas de combate e prevenção á propagação do vírus, Bolsonaro saiu de um confinamento médico, desrespeitando todas as determinação das autoridades de saúde mundiais, para incentivar e participar de atos que tinham como pauta o ataque à democracia. Diz a nota: “a crise de uma pandemia expõe a fragilidade das medidas neoliberais adotadas pelo Brasil, com privatização dos serviços públicos, desregulamentação do trabalho e exclusão do Estado como garantidor dos direitos sociais”.


A Centrais Sindicais apontam ainda medidas emergenciais à saúde e proteção dos trabalhadores, com a necessidade de realizar um debate de retomada do crescimento econômico, logo que passe a fase aguda da crise sanitária. Para esse tema, defendem medidas apresentadas na Agenda Prioritária da Classe Trabalhadora, tais como: investimento público para enfrentar esse momento; medidas de proteção ao trabalhador com garantia de estabilidade no trabalho e renda; medidas de proteção à população vulnerável e à segurança alimentar e medidas de proteção à saúde da classe trabalhadora.

Clique para ler a nota das Centrais na íntegra.