Empregados aprovam estado de greve na Caixa

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Empregados da Caixa Econômica Federal decidiram, em assembleias virtuais realizadas na quinta-feira (22/4), decretar estado de greve e paralisar as atividades por 24h na próxima terça-feira (27/4). A deliberação foi tomada em assembleias com votação eletrônica realizadas por sindicatos de todo o país. No Ceará, 90,43% dos empregados aprovaram o estado de greve, 6,38% disseram Não e 3,19% se abstiveram.

“É justamente contra a tentativa de vender a Caixa a troco de bananas e contra o massacre pelo qual vem passando os empregados, que se arriscam e muitos dão suas próprias vidas para atender as pessoas que precisam receber o Auxílio Emergencial e outros tantos benefícios pagos pela Caixa que estamos decretando o estado de greve e vamos paralisar as atividades na próxima terça-feira”, afirma Fabiana Uehara, coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE Caixa).

Privatização e desmonte – Um dos motivos para a decisão tomada pelos empregados da Caixa nas assembleias é o que eles chamam de privatização fatiada, ou venda disfarçada do único banco 100% público do país. O mais novo alvo do governo Bolsonaro e de seu ministro Paulo Guedes é a Caixa Seguridade, que terá seu capital aberto na próxima quinta-feira (29/4). Os recursos obtidos com a venda da Caixa Seguridade serão devolvidos ao Tesouro Nacional, por meio dos Instrumentos Híbridos de Capital e Dívida (IHCDs).

O outro motivo das paralisações é o assédio institucional que existe na empresa e as metas desumanas. Os colegas são obrigados a trabalhar à exaustão sem serem valorizados. As condições de trabalho são precárias e as pessoas têm medo também por conta da pandemia. A Caixa, por pura liberalidade, simplesmente não pagou corretamente a PLR Social e sequer comunicou o fato aos empregados.

O estado de greve e a paralisação também foram deflagrados para cobrar melhores condições de trabalho e de atendimento à população, por meio de mais contratações, proteção contra a Covid-19 e vacinação prioritária para os empregados do banco.

Fonte: Contraf-CUT

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