Empregados da Caixa devem intensificar mobilização contra a reestruturação

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Ato na Caixa da Praça do Ferreira contra a reestruturação, dia 5/2


Um verdadeiro clima de terror, indignação e incertezas. Essa é a realidade pela qual estão passando os empregados da Caixa Econômica Federal em todo o País com o anúncio de nova reestruturação no banco, afetando rede de agências, áreas meio e, consequentemente, toda a sociedade.


Na sexta-feira, dia 31/1, os diretores do Sindicato, Áureo Júnior e Túlio Menezes, participaram de uma reunião com a superintendência do Ceará para esclarecer dados sobre a reestruturação que, descumprindo o Acordo Coletivo de Trabalho, em nenhum momento foi debatida com a representação dos empregados. Entretanto, Áureo afirmou que as informações repassadas ao Sindicato eram esvaziadas. “O banco informou que novas unidades seriam criadas e que todos os empregados cujas funções foram extintas seriam reacomodados, mas sem dar muitos detalhes sobre isso”, disse ele. “As medidas não foram debatidas com o movimento sindical, não passaram pelo Conselho de Administração e nem pelo Conselho Diretor. A sensação entre os empregados do Ceará é de perseguição e incerteza, além de indignação pelo total desrespeito com que estão sendo tratados”, finalizou o dirigente.


Segundo informações da direção do banco, a reestruturação reduzirá o número de Superintendências (Sure) de oito para seis (as Sure passarão a se chamar Superintendências Nacionais de Varejo – SUV). As superintendências regionais também serão reduzidas das atuais 84 para 54. No Ceará, uma das principais mudanças foi o fechamento da Centralizadora de Atendimento (CEATE) que deixou 22 empregados sem ter a mínima ideia de como ficarão as suas situações. Além disso, as mudanças têm causado temor, medo e adoecimento com a incerteza de transferências compulsórias, descomissionamentos sumários e sem aviso prévio, cortes de postos de trabalho, cobrança de metas abusivas e mudanças bruscas nas atividades desenvolvidas.


Uma notícia divulgada na agência Reuters traz ainda mais apreensão entre os trabalhadores: segundo a agência, a Caixa estaria estudando um novo Plano de Demissão Voluntária (PDV) e fechamento de agências como parte de um pacote de medidas que visa preparar a empresa para a venda de ativos.

Na visão do movimento sindical, esse desmonte afeta toda a sociedade e o Sindicato vai encampar, inclusive, uma mobilização ampla no campo político para combater esse verdadeiro desmonte que está sendo feito na Caixa.


É hora de intensificar a mobilização – Em reunião realizada na sexta-feira, 7/2, em São Paulo, representações dos empregados debateram os reflexos da reestruturação na Caixa e a importância de reforçar a mobilização contra as medidas unilaterais que a direção do banco está adotando. As entidades orientam a categoria a realizar atos em todo o Brasil no próximo dia 13/2, quando todos os empregados devem usar preto para demonstrar a sua indignação.


“Nunca se viu tamanha mudança no perfil da Caixa e essa é claramente uma forma de o governo desmantelar o banco. O nosso foco é manter o papel social da Caixa, que o banco permaneça 100% público, atendendo a população, porque a Caixa é do povo brasileiro. Mas para que possamos vencer essa batalha, precisamos fortalecer ainda mais nossa mobilização e unidade, para garantir nossos direitos e a Caixa que queremos. Dia 13, todos de preto!”, convoca Marcos Saraiva, diretor do Sindicato e da Fenae.