Encontro Estadual dos Bancários define adesão à Greve Geral e elege como prioridades a defesa da Previdência e dos bancos públicos

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No último sábado, dia 8/6, no Clube da Caixa, aconteceu o Encontro Estadual dos Bancários com o objetivo de debater os desafios da categoria bancária para 2019. O evento reuniu cerca de 100 bancários, de bancos públicos e privados, da Capital e Interior.


Todos os participantes foram unânimes em ressaltar a importância da unidade da classe trabalhadora contra o desmonte promovido pelo governo Bolsonaro. Um dos principais debates foi em torno da defesa da Previdência e, mais precisamente, da adesão da categoria bancária à greve geral do próximo dia 14 de junho. Participação esta que foi aprovada por unanimidade. A defesa dos bancos públicos também foi destacada como uma das principais estratégias de luta da categoria para 2019.


Ao final, foram eleitos ainda os delegados aos congressos nacionais do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e do Banco do Nordeste do Brasil e também para a Conferência Regional da Fetrafi/NE.


OPINIÕES


“Precisamos barrar os desmandos desse governo extremista, que não tem projeto para o país a não ser tirar direito dos trabalhadores, entregar nosso patrimônio e privilegiar aqueles que o ajudaram a ganhar as eleições. Nossa luta será na rua, mostrando nossa unidade e nossa força em defesa dos direitos dos trabalhadores”
Carlos Eduardo, presidente do Sindicato e da Fetrafi/NE


“Em 2018, enfrentamos durante a campanha nacional uma pauta patronal que priorizava a retirada de vários direitos históricos da categoria. Esse ano, além da importância de defender o patrimônio público, temos como desafio o fortalecimento da nossa unidade contra os ataques do governo ao movimento sindical e à classe trabalhadora”
Gustavo Tabatinga, secretário de Relações Internacionais da Contraf-CUT


“Não é hora de disputas. É hora de unir forças contra os ataques do governo Bolsonaro. Os bancários devem se unificar nas lutas gerais da classe trabalhadora e assim, serem protagonistas nesse momento de resistência. Construir a unidade é fundamental para vencermos os ataques desse governo”
Lúcia Silveira, bancária do Itaú e representante da CUT-CE



“Diante desse cenário de retirada de direitos, é preciso construir a unidade para derrotarmos esse projeto de extrema direita. O primeiro passo é a nossa adesão em massa à greve geral do dia 14/6 para mostrarmos nossa força como classe trabalhadora”
Robério Ximenes, bancário do Bradesco e representante da CTB-CE


“Esse é um momento delicado para a classe trabalhadora. O nosso engajamento na greve geral do dia 14 é fundamental para darmos uma resposta a esse governo que quer nos impor uma reforma da Previdência totalmente prejudicial ao conjunto dos trabalhadores”
Fernando Saraiva, bancário do BB e representante da CSP-Conlutas


“É preciso respeitar as divergências, mas esse momento é de unidade contra esse governo ultraliberal, conservador e autoritário. A conjuntura atual não está fácil. Precisamos ter serenidade para descobrir novos caminhos e estratégias para reorganizar a luta sindical bancária e a nossa unidade é muito importante para construir esse caminho”
Roger Medeiros, bancário do BB e representante da Intersindical