Fortalecer nossas entidades para garantir nossos direitos!

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Carlos Eduardo, presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará

Recentemente a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) lançou a Campanha #QueroSin. O objetivo é reforçar a importância da filiação dos trabalhadores para a construção de um sindicato forte e combatente. Afinal, todos os direitos conquistados pela classe trabalhadora até hoje só foram possíveis após muita luta e resistência do movimento sindical.

Participação nos Lucros e Resultados (PLR), auxílio creche, vale alimentação/vale refeição, convênio médico – ampliado inclusive aos casais homoafetivos – ampliação das licença maternidade e paternidade, abono assiduidade, protocolos de combate ao assédio moral, fim do ranqueamento, fim do trabalho aos sábados, programas de prevenção e readaptação em casos de doenças ocupacionais, luta pela igualdade de oportunidade, política de aumento real e até a própria Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) – que engloba todos os bancários, de todos os bancos, em todo o país – nada disso foi de graça, nada é benefício, tudo é conquista, fruto de muita luta da nossa categoria, através dos sindicatos e seus filiados.

Os sindicatos começaram a debater e a reivindicar a PLR em meados de 1990. A conquista só veio em 1995. Desde aquele ano até a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) atual, os sindicatos e a categoria obtiveram muitos avanços, inclusive conquistando a parcela adicional. A união e organização da categoria foi fundamental para a melhoria da PLR. A parcela que a categoria receberá em breve não veio de graça, foi fruto de muita luta.

Da mesma forma aconteceu com a conquista da nossa jornada de seis horas em 1933 após uma forte greve da categoria; fim do trabalho aos sábados, em 1962; conquista do auxílio creche, em 1986; do tíquete-refeição, em 1990; assinatura da primeira CCT em 1992; conquista do vale-alimentação, em 1994; da 13ª cesta-alimentação, em 2007; ampliação da licença-maternidade em 2009. Tudo resultado de muita luta, negociações difíceis, que às vezes duravam noites inteiras e muita mobilização da nossa categoria.

Recentemente garantimos, numa dura negociação, que a categoria bancária não seria atingida pela MP 905, assinada por Bolsonaro em dezembro, que previa a abertura das agências aos sábados, fim da negociação da PLR com os sindicatos entre outras perdas.

Mas toda essa força só existe porque nossa categoria tem histórico de valorizar suas entidades sindicais e, nesse momento atual da política e da economia brasileira, com constantes ataques aos direitos da classe trabalhadora, essa valorização e essa união da base com o Sindicato será cada dia mais importante, para combatermos esses desmandos, mantermos nossos direitos e avançarmos nas nossas conquistas.

É importante destacar que os bancos não dão nada sem que a gente lute! O que eles chamam de benefícios, são direitos que conquistamos com mobilização e luta. Por isso, é fundamental que bancários e bancárias tenham a consciência da importância de sua participação, mas também que os avanços somente são possíveis se eles estiverem unidos às entidades de representação sindical. Juntos somos fortes!

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