Funcionários do BB no Ceará protestam contra reestruturação

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Os funcionários do Banco do Brasil no Ceará vestiram preto nesta quarta-feira, dia 12/2, em mais um Dia Nacional de Luta, para protestar contra o processo de reestruturação apresentado pelo banco no dia 3/2. As manifestações aconteceram em todo o País e em Fortaleza o ato foi realizado numa das principais e mais simbólicas agências do centro da cidade – agência Praça do Carmo.


As mudanças anunciadas pelo Banco do Brasil no plano de carreiras e salários pode levar à redução da Participação nos Lucros ou Resultados (PLR) paga aos funcionários, pois reduzem o VR e, com isso, a PLR também poderá ser reduzida. “Estão tirando direitos e dinheiro do bolso do corpo funcional para distribuir mais com um pequeno número de altos executivos indicados pelo governo Bolsonaro. Isso mostra com quem esse governo tem compromisso. E isso é só o começo porque, não se enganem, o próximo passo é fechar ainda mais agências e precarizar o atendimento à população”, denunciou o presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará e da Fetrafi/NE, Carlos Eduardo.


O objetivo da manifestação foi alertar funcionários e a sociedade sobre os desmontes que estão acontecendo nos bancos públicos. No caso do BB, as medidas são prejudiciais ao funcionalismo, pois reduzem inclusive a remuneração mensal, mas o banco vende isso como sendo algo bom. “Um país soberano passa pela defesa do seu patrimônio e das suas riquezas nacionais. E o governo Bolsonaro está vendendo e dilapidando nosso patrimônio. Nós necessitamos dar uma resposta a isso e só conseguiremos com a mobilização e participação de todos. Precisamos mostrar à sociedade o quanto é importante defender o Banco do Brasil e essa luta só é possível com a unidade”, disse o diretor do Sindicato, Roger Medeiros.


“Nossos salários hoje estão amarrados a uma verba variável e isso é um ataque. O governo está atacando o Banco do Brasil e atacar o BB é atacar o Pronaf, que bota comida na boca do povo, é atacar o Fies, que dá acesso à universidade aos mais necessitados, atacar o BB é atacar as políticas públicas e isso também é um ataque ao povo brasileiro. Estamos todos juntos, somos todos trabalhadores e nossos direitos estão sendo atacados. Temos de resistir, essa é a palavra de ordem”, alertou o diretor Magnum Cavalcante.


Reunião – Na terça-feira, dia 11/2, o Sindicato realizou uma reunião com os bancários do BB para tirar dúvidas sobre a reestruturação. O departamento jurídico da entidade também esteve presente. “Essa reestruturação está sendo estudada desde o ano passado e o banco só não tinha colocado ela em prática porque nós temos um acordo coletivo de dois anos que nos protege de determinadas medidas. Nós temos de garantir nossos direitos e nos mobilizarmos desde já para fazermos uma campanha salarial forte em 2020”, afirmou Carlos Eduardo.