Funcionários do BNB e Basa juntam forças para enfrentar ataques de Bolsonaro aos fundos constitucionais

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As Comissões de Funcionários do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e Banco da Amazônia (BASA) firmaram protocolo de ação conjunta em defesa dos bancos regionais federais contra os ataques do governo Bolsonaro aos fundos constitucionais de financiamento do Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

A reunião entre as Comissões de Funcionários dos dois bancos federais ocorreu último dia 2/6, de forma virtual, sob a coordenação da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Ramo Financeiro (Contraf-CUT), com a participação de representantes das Federações de Bancários do Centro Norte, do Nordeste e da Bahia e Sergipe, além dos Sindicatos de Bancários do Ceará, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Pará e Rondônia e de assessores técnico e de comunicação do Dieese e Contraf.

AÇÕES DELIBERADAS – O encontro elegeu como estratégia prioritária o desenvolvimento de ações políticas, tais como: elaboração de documento sobre os impactos econômicos, financeiros e sociais da Medida Provisória 1052 que retira recursos dos fundos constitucionais em detrimento das populações do Norte, Nordeste e Centro-Oeste; mapeamento e classificação das emendas à Medida Provisória de forma a consolidar a defesa das que buscam neutralizar os aspectos negativos da MP sobre as regiões menos desenvolvidas do País; campanha unificada de comunicação através das mídias tradicionais e digitais; intensificar contatos com parlamentares nos três níveis (governadores, prefeitos, sindicatos e associações de trabalhadores e empresários); mobilização permanente dos funcionários dos dois bancos mais atingidos (BNB e BASA) culminando com a realização de encontro de trabalhadores das duas instituições.

Paralelamente a tudo isso, a assessoria jurídica da Contraf desenvolve tese para a elaboração de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN), uma vez que a MP 1052 ataca frontalmente o artigo 159 da Constituição Federal.

“A união de forças dos trabalhadores do BNB e BASA é fundamental para convencer o mundo político, empresarial e a sociedade como um todo a cerrar fileiras na defesa dos recursos constitucionais para o Norte, Nordeste e Centro-Oeste, reeditando a mesma luta que encetamos na década da 80 para fincar na Construção de 1988 o direito aos recursos especiais para desenvolver as regiões mais pobres do País,  objetivo este ainda longe de ser alcançado, mas que a cada ano mostra o acerto dos constituintes em garantir ao Norte e Nordeste, principalmente, os meios financeiros para combater as desigualdades regionais”
Tomaz de Aquino, diretor do SEEB/CE e coordenador da Comissão Nacional dos Funcionários do BNB

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