História: Caixa completa 158 anos: o que os empregados têm a comemorar?

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A Caixa Econômica Federal completou 158 anos de existência no último dia 12 de janeiro. Apesar de a sociedade brasileira ter muito a comemorar com esse banco 100% público, os empregados se preparam para lutar pela manutenção dos direitos arduamente conquistados. Relembre a história:

Primeiro Conecef e greve das 6 horas – O início do Congresso Nacional dos Empregados da Caixa remonta a 1985. Em outubro do mesmo ano foi deflagrada greve histórica, a primeira na Caixa com 100% de adesão. A mobilização assegurou a jornada de 6 horas e garantiu o direito dos trabalhadores se organizarem em sindicatos de bancários.

Anos 1990 – Foram marcados pela mobilização e resistência dos empregados contra os governos privatistas neoliberais. Fernando Collor de Melo demitiu 2,5 mil empregados concursados, mas a readmissão de todos os demitidos foi uma das principais conquistas da campanha salarial de 1990. No governo FHC na Caixa eram 65 mil trabalhadores em 1994 e caiu para 55.691 no final do governo FHC. Os empregados amargaram diversas campanhas com reajuste zero.

Conquistas de novos direitos – Nos governos Lula e Dilma houve fortalecimento da Caixa. A luta dos empregados surtiu efeito e o diálogo com o governo federal se tornou permanente e efetivo. Os empregados conquistaram, entre outros direitos, o Saúde Caixa; a democratização da Funcef; o Novo Plano, único Plano de Previdência Complementar aberto às novas inscrições de empregados; o Plano de Cargos e Salários 2008; e a PLR Social em 2010.

Novos ataques – A partir do golpe de 2016, tiveram início novos ataques contra a Caixa 100% Pública e seus empregados, com corte de empregados através dos planos de aposentadoria e demissões voluntárias, tentativa de abertura de capital e fatiamento do banco público. A campanha salarial de 2016 manteve os direitos por dois anos e abriu a discussão sobre descomissionamentos.

Em 2018, numa campanha vitoriosa, os empregados da Caixa conquistaram, após duras negociações à frente o Comando Nacional da categoria, aumento real, manutenção de todos os direitos, Saúde Caixa, PLR na regra Fenaban e PLR Social, além de novas conquistas como a vedação à empresa de descomissionar mulheres em período gestacional e na licença-maternidade; e licença “gala” de oito dias também para união estável.

2019 promete muita luta – O novo presidente da Caixa, o privatista Pedro Guimarães, assumiu confirmando que deve fatiar e vender partes do banco público. Isso também ameaça empregos e direitos, o que exigirá dos empregados da Caixa muita unidade e mobilização.


“A Caixa 100% pública e social é a que interessa ao Brasil. Qualquer retrocesso nesse perfil vai beneficiar somente o setor privado, que visa o rentismo, sem qualquer preocupação com o social e a vida dos mais pobres. Neste momento em que a Caixa chega aos 158 anos enfrentando sérias ameaças, não há outro caminho a não ser o da resistência. Mais uma vez, é hora de conscientizar e lutar. Só assim será possível que a Caixa permaneça a serviço de quem realmente importa: o povo brasileiro”
Marcos Saraiva, diretor do Sindicato dos Bancários do Ceará e da Fenae


 

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