Negociação com o Itaú discute emprego e saúde

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Em negociação realizada dia 23/5, os bancários do Itaú foram cobrar a direção do banco sobre a informação que ganhou o noticiário nas últimas semanas de que 400 agências seriam fechadas em todo o Brasil. A instituição garantiu que a informação não é verdadeira e manteve os dados passados no último encontro. Até a data da reunião, houve 86 fechamentos de agências no Brasil, que envolveram 501 funcionários. Desses, foram realocados 460 trabalhadores e 41 foram demitidos.


Quanto à garantia de emprego, o banco informou que 94% dos trabalhadores foram realocados e que não pretende demitir os funcionários. O encontro também marcou o retorno do Grupo de Trabalho de Saúde, que foi interrompido na época do Campanha Nacional 2018.


O primeiro tema debatido foi a cláusula 29, que é a complementação do auxílio doença previdenciário e o auxílio acidentário. Os bancários reivindicam que os afastados possam pagar a dívida de forma parcelada. O banco apresentou uma nova metodologia, que já vem aplicando há algum tempo, de retirar a dívida da complementação da conta do trabalhador em até três vezes para não deixar a conta negativada. Os representantes dos funcionários consideram isso é insuficiente.


O banco atendeu a reivindicação dos bancários e apresentou o programa de acompanhamento dos licenciados que é conduzido por assistentes sociais dentro do Fique OK e o programa de avaliação clínica complementar, implementados em alguns estados. Nele, os trabalhadores com atestado de afastamento acima de 4 dias, se apresentam para agilizar o processo.


Onde já existe o programa, que não é o caso do Ceará, o atendimento tem melhorado. Porém, o movimento sindical é contra o sistema de revalidação de atestados. Em relação ao programa de readaptação do banco os bancários reivindicam a volta das negociações para adequar o programa.


Foi cobrado do banco ainda a solução para os problemas na entrega dos documentos do afastamento. Foi debatida a possibilidade da implementação da entrega desses documentos na plataforma do IU Conecta para diminuir os problemas. Os representantes dos trabalhadores cobraram ainda a definição de calendário para as reuniões do GT. A ideia é fazer reuniões periódicas para avançar os temas em debate.


“Nós queremos garantia que os trabalhadores não serão demitidos nem prejudicados com o fechamento de agências. Vamos acompanhar a realocação dos trabalhadores e cobrar soluções efetivas para as questões relativas à saúde e condições de trabalho”, afirmou Ribamar Pacheco, diretor do Sindicato e representante da Fetrafi/NE na COE Itaú.