Outros Toques

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Tabela do IR

Com a decisão de Bolsonaro de, mais uma vez, não cumprir a promessa de campanha de corrigir a tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), mais de 10,5 milhões de brasileiros serão obrigados a pagar Imposto de Renda este ano, inclusive os que ganham menos de R$ 2 mil por mês de salário – R$ 900 a mais do que o salário mínimo. A isenção do tributo continua valendo apenas para quem ganha até R$ 1.903,98 por mês. De acordo com os técnicos do Sindifisco, quem ganha menos é proporcionalmente mais prejudicado do que quem ganha mais. Um trabalhador com salário de R$ 5.000, por exemplo, paga R$ 505,64 de imposto por mês, 545% a mais do que deveria.

Extrema pobreza

Segundo dados projetados pela FGV, em 2019, antes da pandemia, 10,97% da população recebia menos de R$ 246 por mês. Com o pagamento do auxílio, esse número caiu para 4,52%. Agora, em fevereiro de 2021, com o fim do benefício, está ainda maior: 12,83%. Segundo números projetados pela FGV, entre ago/2020 e fev/2021, cerca de 17,7 milhões de pessoas voltaram à pobreza. Em agosto, a população pobre era cerca de 9,5 milhões: 4,52% do total de brasileiros, 210 milhões. Em fevereiro, passou para 27,2 milhões.

PIB em queda

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil despencou 4,1% em 2020 em comparação a 2019 – foi o maior recuo da série histórica do IBGE, iniciada em 1996. O consumo das famílias teve o menor resultado da série histórica (-5,5%) em 2020, ano marcado pelos recordes de desemprego, inflação alta, quarentena, além da falta de propostas do governo Bolsonaro para aquecer a economia. O governo Bolsonaro já havia apresentado o chamado “pibinho” no primeiro ano, com resultado revisado de 1,4%. Com uma economia que nunca deslanchou, quadro agravado pela pandemia, veio a retração de 2020. O melhor resultado da recente série histórica foi em 2010: 7,5% de crescimento.

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