Outros Toques

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Outros Toques

Fim da Comunicação Pública?

A Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) deve ser oficializada no Plano Nacional de Desestatização (PND). Em carta à população, a “Frente em Defesa da EBC e da Comunicação Pública”, que além da CUT, reúne dezenas de entidades da sociedade brasileira chama a atenção para a gravidade da situação. Para as entidades, ainda que sejam possíveis estudos sobre formas de privatização da EBC, a iniciativa foi um passo perigoso com o objetivo de destruir a estatal. Os trabalhadores da empresa dizem ainda que desde o seu nascimento, em 2007, a TV Brasil e a EBC são alvos de intensas campanhas negativas e, mais recentemente, pela sua privatização. Mesmo com a falta de apoio e desmonte recente, os veículos ligados à EBC produzem conteúdos gratuitos que abastecem milhares veículos de comunicação (rádio, impresso e TV).

Popularidade em queda

Pesquisa do Instituto Datafolha divulgada dia 16/3, no site da Folha de S.Paulo, aponta que 54% dos entrevistados avaliam como ruim ou péssimo o desempenho de Bolsonaro na gestão da crise provocada pelo novo coronavírus. Na pesquisa anterior, realizada em janeiro, esse índice era de 48%. Segundo o levantamento, 22% consideram ótima ou boa a performance de Bolsonaro na condução do enfrentamento à pandemia. O índice anterior era de 26%. A pesquisa foi realizada por telefone nos dias 15 e 16/3 e ouviu 2.023 pessoas. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Frente de Defesa

O youtuber Felipe Neto está organizando uma frente de advogados para assumir a defesa gratuita de todas as pessoas que forem investigadas ou processadas por se manifestarem contrariamente a Bolsonaro ou por expressarem uma ideia e criticarem alguma autoridade pública. A frente se chama “Cala a Boca Já Morreu” e o serviço poderá ser usufruído por qualquer indivíduo que não possua advogado constituído e que por meio de uma landing page, uma página na internet, poderá acionar a equipe responsável pelos encaminhamentos jurídicos. O serviço foi criado após mais uma tentativa da família Bolsonaro de processar o youtuber (que chamou Bolsonaro de genocida nas redes sociais), pedido que foi negado pela Justiça.

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