Reforma da Previdência de Bolsonaro é um ataque à classe trabalhadora

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A proposta da Reforma da Previdência do governo de Bolsonaro levada pessoalmente por ele ao Congresso Nacional nesta quarta-feira (20), representa um ataque a classe trabalhadora, visto que dificulta o acesso e reduz o valor da aposentadoria. Além disso, a reforma não combate os verdadeiros privilégios. 


Muito pior que a proposta apresentada pelo governo ilegítimo de Michel Temer, a proposta prevê a obrigatoriedade de idades mínimas para aposentadoria de 65 anos para os homens e 62 para as mulheres e uma regra de transição de apenas 12 anos, o que prejudica mais os trabalhadores e as trabalhadoras, em especial os que ganham menos.


Segundo a economista do Dieese, Patrícia Pelatieri, dos 30 milhões de benefícios pagos pelo Regime Geral da Previdência, só 10 mil estão acima do teto. “Os números deixam claro: não tem privilégio na aposentadoria dos trabalhadores”, explicou.


De acordo com a economista, privilégio têm os militares que ganham mais na reserva. Reserva é o termo jurídico usado para definir os militares inativos que recebem aposentadoria, mas ainda podem ser chamados em caso de guerra, por exemplo, mas como o Brasil não tem guerra, os mesmos ficam de pijama ou abrindo empresas de segurança.


O trabalhador comum perde no mínimo 30% da renda quando se aposentar. Já os militares recebem benefício integral, auxílios e, quando são reformados, considerada a aposentadoria de fato, recebem o abono inatividade, quase um salário por ano, como é o caso do FGTS. 


De acordo com o presidente da CUT, Vagner de Freitas, para esse governo de extrema direita, política social é gasto, para nós, é investimento. “Essa é uma das diferenças entre o nosso jeito de pensar e governar e o deles”, ressaltou.


Governo faz campanha mentirosa para aprovar a reforma


Com o engodo de que a reforma vai igualar pobres a ricos, Jair Bolsonaro e sua equipe devem utilizar as famigeradas fakes news (notícias falsas) – mesmas técnicas usadas durante a campanha para a Presidência da República. Os métodos de propaganda mentirosa serão utilizados para que a população acredite que a reforma da Previdência é necessária e que sem ela o país vai quebrar.


Para defender essa proposta imoral, a campanha publicitária que está sendo preparada vai dizer que a reforma de Bolsonaro vai acabar com as desigualdades – uma mentira de acordo com especialistas e economistas – e que para isso é preciso cortar na carne. A peça publicitária vai focar no combate aos privilégios, outra mentira, já que só atinge o Regime Geral da Previdência Social (RGPS), onde não existem privilégios. Jair Bolsonaro pretende assumir o posto de garoto propaganda da campanha publicitária da reforma, aproveitando a sua popularidade ainda em alta.


Para especialistas o que chama a atenção é Bolsonaro dizer que não gostaria de fazer a reforma da Previdência, mas que ela é necessária. Ao dizer isto, ele se coloca como humilde, popular, que dói nele essa situação, mas o país está quebrado e é preciso cortar privilégios. Segundo o publicitário Renato Monteiro, especialista em marketing político, será utilizado o modelo das 10 Estratégias de Manipulação de Massas, de Noam Chomsky, onde diz que os governos e as elites, para manipular as massas, apresentam uma decisão impopular como dolorosa, mas necessária de aplicação futura.








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CONFIRA DETALHES DA PROPOSTA DA REFORMA


Regra de transição – Regime Geral: A regra é semelhante à formula atual para pedir a aposentadoria integral (fórmula 86/96). O trabalhador deverá alcançar uma pontuação que resulta da soma de sua idade mais o tempo de contribuição. A transição prevê um aumento de 1 ponto a cada ano. Para homens, ela deve alcançar 105 pontos em 2028. Para mulheres, deve chegar a 100 pontos em 2033.


Cálculo do benefício (RGPS) – Com 20 anos de contribuição (mínimo para o regime geral), o benefício será de 60%, subindo 2 pontos percentuais para cada ano a mais de contribuição. O valor do benefício não poderá ser superior ao teto (atualmente em R$ 5.839,45), nem inferior a um salário mínimo.


Regime Próprio – Para os servidores, a transição entra em uma pontuação que soma o tempo de contribuição mais uma idade mínima, começando em 86 pontos para mulheres e 96 pontos para homens, com um aumento de 1 ponto a cada ano, tendo duração de 14 anos para as mulheres e de 9 anos para os homens.


Rurais: idade mínima proposta é de 60 anos, para homens e mulheres e contribuição mínima de 20 anos.


Servidores: idade mínima igualada à dos trabalhadores do setor privado. O tempo de contribuição mínimo será de 25 anos, sendo necessário 10 anos no serviço público, e 5 no cargo. O valor do benefício será calculado da mesma forma do regime geral.


Professores: poderão se aposentar a partir dos 60 anos, mas com tempo mínimo de contribuição de 30 anos. Para os professores no Regime Próprio (servidores), será preciso ainda 10 anos no serviço público, e 5 no cargo.


Deputados federais e senadores: 65 anos de idade mínima para homens e 62 anos para mulheres, e 30% de pedágio do tempo de contribuição faltante.


Policiais civis, federais e agentes penitenciários e socioeducativos: Segue o Regime Geral. Para policiais, a idade mínima ficará em 55 anos, com tempo mínimo de contribuição de 30 anos para homens e 25 para mulheres, e tempo de exercício de 20 anos para eles e 15 para elas.


Forças Armadas, policiais e bombeiros militares: Não estão contempladas na proposta atual. Um texto sobre os militares será entregue em 30 dias.


Criação do sistema de capitalização: Será um sistema alternativo ao já existente, mas apenas os novos trabalhadores poderão aderir. Essa proposta não será encaminhada neste momento ao Congresso.


Incapacidade permanente: O benefício passa a ser de 60% mais 2% por ano de contribuição que exceder 20 anos. Em caso de invalidez relativa ao trabalho, o benefício não muda.


Pensão por morte: O benefício será de 60% do valor mais 10% por dependente adicional. Em caso de morte relativa ao trabalho, a taxa de reposição do benefício será de 100%. Quem já recebe não terá o valor alterado.


BPC – Os idosos terão de aguardar até os 70 anos para receber o benefício, que garante um salário mínimo mensal a pessoas com deficiência e idosos em situação de pobreza. Para os deficientes, a regra não se alterou.  Mas o governo propõe o pagamento de um valor menor, de R$ 400, a partir dos 60 anos de idade.


Acumulação de benefícios: A proposta prevê que o beneficiário passará a receber 100% do benefício de maior valor. Ficarão fora da nova regra médicos, professores, regime próprio ou das Forças Armadas com regime geral.


FGTS: A proposta prevê que o empregador não será mais obrigado a pagar a multa de 40% sobre o saldo do FGTS quando o empregado já estiver aposentado. As empresas também não terão mais que recolher FGTS dos empregados já aposentados.