Santander: Mudanças geram ainda mais sobrecarga de trabalho

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A reestruturação feita no primeiro semestre de 2019 unificou as funções de caixa, coordenador de atendimento e assistente gerencial em um único cargo: gerente de negócios e serviços (GNS).

Quando o serviço aumenta, o GNS tem de se deslocar ou para o caixa ou para o atendimento gerencial, dependendo de onde a demanda é maior. Além disso, diminuiu os caixas de algumas agências que, segundo o banco, não teriam perfil para manter este serviço.

Nessas unidades onde houve a redução, o fluxo de trabalho tem se intensificado, e esses bancários não estão dando conta. Diante deste cenário, o gerente de negócios e serviços tem de ficar intercalando o atendimento gerencial com o atendimento operacional.

Em muitas agências, o mesmo gerente vai atender a conta PF e PJ do cliente (gerente Duo). Muitos destes trabalhadores reclamaram que os cursos do Netcurso não são suficientes para este atendimento. Para piorar, os trabalhadores têm de fazer o Netcurso em paralelo ao atendimento aos clientes, quando deveriam ficar exclusivamente focados no treinamento. Todos estes problemas têm gerado agências cada vez mais cheias, atendimento precário aos clientes e sobrecarga de trabalho.

Para completar, Sérgio Rial exigiu um lucro de R$ 16 bilhões em 2020. Em 2019 o banco alcançou lucro de R$ 10 bilhões até setembro, e deve fechar o ano com resultado entre R$ 12 bilhões e R$ 13 bilhões.

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