Sindicato alerta: não é necessária uma corrida aos bancos para receber o auxílio emergencial

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A preocupação da categoria bancária neste momento é que com o início do pagamento do auxílio emergencial, por conta da pandemia do coronavírus, ocorra uma corrida às agências.


Em entrevista coletiva nesta terça (7/4), quando falou sobre os canais de cadastramento e pagamento da renda básica emergencial, Pedro Guimarães, presidente da Caixa, declarou que o processo será digital e “o comparecimento de beneficiários às agências só ocorrerá em último caso”.


Para evitar aglomerações, foi feito, inclusive, um convênio com as empresas de telefonia, para que as pessoas tivessem acesso ao cadastro mesmo sem ter crédito no seu telefone.


O Sindicato dos Bancários do Ceará alerta que, nesse momento, não é necessária uma corrida às agências para receber o benefício. Nossa principal preocupação é com a vida da população e dos trabalhadores. Por isso, estamos orientando as pessoas a não irem às agências.


O auxílio – As três parcelas do auxílio emergencial de R$ 600 por mês (que pode chegar até R$ 1.200 por família) começam a ser pagas entre quinta-feira (9) e dia 14 (terça-feira da semana que vem). A última parcela mensal deve ser paga até 29 de maio. O calendário foi anunciado nesta manhã.


O dinheiro será depositado numa conta especial, chamada poupança social digital. Ela será aberta automaticamente em nome do beneficiário, sem a necessidade de apresentar documentos ou se dirigir a uma agência bancária.


O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, afirmou que será possível fazer pagamentos e transferências com as contas digitais sem sair de casa. Somente o saque em espécie terá restrições, para evitar aglomeração e falta de dinheiro nos caixas. “Queremos minimizar uma ida de 50 milhões de pessoas em agências e lotéricas. Então, a gente está estudando um escalonamento para o recebimento em espécie”, declarou Guimarães.


A lei que criou o auxílio emergencial proíbe os bancos de cobrar tarifas dessas poupanças e prevê pelo menos uma transferência gratuita para outra conta. Segundo o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, os bancos também não poderão usar o dinheiro do auxílio para descontar dívidas dos beneficiários. O ministro também reforçou: “Não tem necessidade de fazer nenhuma correria às agências da Caixa”.