Sindicato na defesa dos bancos federais contra os ataques do governo Bolsonaro

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O Sindicato dos Bancários do Ceará, em conjunto com a Contraf e a Fetrafi Nordeste, está mobilizando a bancada nordestina contra os ataques do governo aos bancos regionais federais e o Banco do Brasil.

Em mais uma investida para reduzir a taxa de administração dos fundos constitucionais, o objetivo do governo é enfraquecer os bancos públicos para assim poder direcionar os recursos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), do Nordeste (FNE) e do Centro-Oeste (FCO) para os bancos privados.

No caso do FNE, administrado pelo Banco do Nordeste do Brasil, a proposta de Bolsonaro e do ministro da Economia, Paulo Guedes, é reduzir a taxa de administração do Fundo dos atuais 2,1% para 0,5%.

“Essa medida inviabiliza por completo a administração do FNE que requer a manutenção de quadros técnicos especializados e rede de agências minimamente distribuída por toda região para a prospecção e realização de negócios de pequeno, médio e grande portes, necessários ao crescimento da economia regional”, afirma Tomaz de Aquino, diretor do Sindicato dos Bancários do Ceará e coordenador da Comissão Nacional dos Funcionários do BNB (CNFBNB).

O Banco do Nordeste do Brasil (BNB) aplica por ano recursos do FNE superiores a R$ 30 bilhões, inclusive no microcrédito, do qual é o maior agente financeiro na América Latina.

Dentre as iniciativas já postas em prática pelo Sindicato e a Contraf está a mobilização das bancadas de deputados federais do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, a disponibilização de documentos e estudos sobre a importância dos fundos constitucionais nos últimos 30 anos para a economia do país e a manutenção de assessoria técnica e política em Brasília, em caráter permanente.

“A nossa luta foi e sempre será pelo aumento no aporte de recursos para os bancos federais desempenharem o seu papel de indutores do desenvolvimento e responsáveis pela atenuação das desigualdades econômicas regionais. Esse pensamento inclui o fortalecimento dos bancos gestores dos fundos constitucionais garantindo-lhes remuneração compatível com a importante missão que desempenham. Não aceitaremos qualquer redução nas taxas de administração e de crédito do BNB, Basa e BB”
Tomaz de Aquino, diretor do Sindicato, funcionário do BNB e coordenador da CNFBNB

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