Sindicato orienta bancários do Santander durante a pandemia do coronavírus

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Através de videoconferência realizada dia 6/4, a Comissão de Empresa dos Funcionários do Santander se reuniu e definiu as principais diretrizes a serem adotadas para o funcionalismo do Santander durante esse período de pandemia do coronavírus (Covid-19).


Diante disso, o Sindicato orienta que as pessoas que fazem parte do grupo de risco devem enviar ao banco um atestado médico com solicitação de licença médica pelo período de 14 dias, informando qual a sua doença. Após esses 14 dias, devem sair de férias individuais ou coletivas por 15 dias. Se algum gestor insistir que o trabalhador volte a trabalhar nessas condições, ele deverá denunciar imediatamente ao Sindicato através do e-mail bancariosce@bancariosce.org.br.


Já as pessoas com deficiência (PCD’s) também devem ser consideradas grupo de risco, segundo o Conade (Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência). A maioria das pessoas com deficiência possui baixa imunidade, o que facilita o contágio. O Sindicato ainda aguarda resposta da Fenaban quanto ao pedido de afastamento dessas pessoas dos seus locais de trabalho durante a pandemia. O Sindicato reforça a orientação para que esses trabalhadores procurem um médico e façam uma avaliação. Se for constatado que fazem parte de grupo de risco, solicitem um atestado de afastamento por 14 dias e enviem ao gestor. A entidade, juntamente com o Comando Nacional, já reivindicou ao Santander o afastamento desses funcionários sem prejuízo na remuneração.


Férias coletivas – O Santander tem fechado algumas agências quando algum trabalhador apresenta contágio pelo Covid-19, ou por simples determinação. Nestes casos, os trabalhadores ficam em férias coletivas por 15 dias, com todos os direitos pagos antes da liberação.


Rodízios de agências – O banco instituiu o sistema de rodízio de agências, primeiramente em São Paulo e Rio de Janeiro, mas já anunciou que o sistema deve ser estendido em outras capitais do país. Nesses casos, o Santander tem dado férias coletivas aos funcionários por 15 dias. Essa semana, algumas agências que estavam fechadas devem voltar a funcionar, enquanto outras entrarão no rodízio. O entendimento do Sindicato é que todos os trabalhadores devem passar pelo rodízio para reduzir exposição ao vírus e preservar vidas. Estaremos também acompanhando de perto todo esse processo.


Banco de horas – O Sindicato foi surpreendido com a alteração do prazo de compensação das horas extras, de 6 para 18 meses. A alegação do banco é que essa medida é para que não haja descontos para os trabalhadores das horas negativas, principalmente para aqueles funcionários que solicitaram se ausentar por alguns dias para revezar cuidados de familiares durante a quarentena. O banco informou que em março abonou todas as horas negativas e que essa nova regra deve valer apenas a partir de abril, e enquanto durar a quarentena. O Comitê de Crise cobrou dia 3/4, que o banco negocie esse assunto na mesa de negociação permanente.


Renovação do Aditivo – A Comissão de Empresa já solicitou ao Santander que envie uma proposta de redação para o acordo aditivo dos funcionários, mas até o momento, não recebeu qualquer retorno. “O aditivo específico dos funcionários do Santander envolve cláusulas como PPRS, auxílio academia, auxílio educação, entre outros”, explica do diretor do Sindicato e funcionário do Santander, Eugênio Silva.