Sindicato visita agências do Bradesco na Av. Francisco Sá e cobra respeito

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O Sindicato dos Bancários do Ceará visitou no último dia 19/8 as agências do Bradesco na Av. Francisco Sá, durante ato da Campanha de Valorização dos funcionários do banco. Durante a atividade, os bancários destacaram o prejuízo no atendimento com o fechamento de agências, o alto índice de demissões, além de cobrarem melhores condições de trabalho, o fim da pressão por metas e do assédio moral.

O Bradesco encerrou, nos últimos doze meses, mais de 9 mil postos de trabalho, além do fechamento de quase mil agências no mesmo período. A extinção de vagas de emprego no Bradesco é ainda mais injusta quando comparamos a receita de prestação de serviços e tarifas do banco – que cresceu 3,4% em doze meses, totalizando R$ 13,344 bilhões – com as despesas de pessoal (considerando a PLR), que somaram R$ 9,632 bilhões. Ou seja, apenas com o que arrecada das tarifas cobradas dos clientes, o Bradesco cobre toda sua folha de pagamento em 138,5%.

Em plena pandemia, o banco vem batendo recordes de lucratividade, mas, em contrapartida, onera seus funcionários com metas abusivas, assédio moral, ameaça de demissões, redução de quadros e fechamento de agências, o que também precariza o atendimento à população. Com o slogan “Que Vergonha Bradesco”, as entidades representativas dos funcionários vêm denunciando, nas ruas e nas redes sociais, a postura intransigente do banco. A campanha acontece todas as quintas, com tuitaços e manifestações.

“Os funcionários do Bradesco deram sua contribuição durante toda a pandemia e são os verdadeiros responsáveis pelos lucros sucessivos do banco. O mínimo que queremos são condições de trabalho decente e respeito”, avalia o diretor do Sindicato e funcionário do Bradesco, Telmo Nunes.

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