Sob Bolsonaro, prioridade na Caixa não é atender filas

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Com o retorno da cobrança por metas, que havia sido suspensa entre março e junho, após reivindicação das entidades representativas, os empregados estão passando por situações extremamente delicadas.

O vice-presidente de Rede da Caixa, Paulo Henrique Ângelo, chegou a falar das agências atingirem o índice de 200% da meta em certos produtos. Recentemente, um aumento na margem consignável foi usado como justificativa para aumento absurdo nas metas, sob a alegação de mudança nas “condições de mercado”. As mesmas condições de mercado são ignoradas pela direção da Caixa quando é cobrado dos empregados o aumento nas vendas de previdência, produto que é oferecido como aplicação financeira no balcão e que está com rentabilidade negativa.

Chama a atenção a incoerência da presidência do banco. Em evento recente, na agência-barco, o presidente Pedro Guimarães posou para fotos ao lado do presidente da República, transmitindo a imagem de que a prioridade da Caixa neste momento seria o atendimento da população que busca o Auxílio Emergencial.

É evidente que o direcionamento dos esforços é para as “entregas” do Conquiste. Com isso, poucos empregados dão conta das filas, já que na prática a prioridade passou a ser os produtos. Assim, o atendimento das filas e a aplicação das medidas de prevenção conquistadas no início da pandemia estão sendo postas de lado. O resultado desta pressão são os empregados exauridos, o retorno das filas e o aumento do número de casos de coronavírus, que ficou evidente com a testagem sorológica. Enquanto isso, mais uma vez, o presidente da Caixa faz política aparecendo ao lado do presidente da República.

 

Fim de parceria – A partir do dia 18/11, os clientes do Banco do Brasil não poderão utilizar as lotéricas e os terminais de autoatendimento compartilhados com a Caixa Econômica Federal. Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários dia 15/10, o BB explicou que vai ampliar a sua rede de correspondentes (Rede Mais e BB) nos municípios que atualmente só contam com os canais de atendimento em parceria com a Caixa. Os dois bancos começaram a parceria em 2005 com objetivo de cortar custos e aumentar a eficiência nas transações mais utilizadas pelos clientes, como saques, recebimento de boletos, consulta a saldo de conta corrente e poupança. Além dos postos compartilhados e dos terminais das agências, os clientes contavam com 13 mil lotéricas para o serviço. As entidades representativas dos empregados lamentam a decisão, alegando que a parceria deveria ser ampliada, já que muitos cidadãos de lugares longínquos precisam dessa rede compartilhada.

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