Trabalhadores farão resistência contra a Reforma da Previdência

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Uma plenária nacional em defesa da aposentadoria e da Previdência vai acontecer no dia 20 de fevereiro, quando será deliberado um plano de lutas. A decisão é das centrais sindicais: CUT, Força Sindical, CTB, Intersindical, Nova Central, CGTB, CSP-Conlutas e CSB.  Até lá, deve ser realizada uma agenda de mobilização nas bases, com assembleias nas categorias e plenárias estaduais, para organizar a resistência da classe trabalhadora contra a proposta de reforma da Previdência do governo de Jair Bolsonaro (PSL/RJ).

As propostas sinalizadas pela equipe econômica do governo, como o aumento da idade mínima e a capitalização da Previdência, praticamente acabam com o direito à aposentadoria de milhões de brasileiros. “E isso nós não podemos permitir. Vamos construir a resistência, organizar os trabalhadores e dialogar com a sociedade sobre os riscos das propostas sinalizadas pelo governo”, diz o presidente da CUT, Vagner Freitas.

A resistência deve ser construída a partir da base e os sindicatos têm o papel central na construção desse processo. Os sindicatos irão construir essa resistência indo para as bases, marcando assembleias, construindo a organização da luta. As demandas e as deliberações dos trabalhadores serão a base do que será definido na plenária do dia 20.

A batalha contra a reforma da Previdência é o que definirá como será a luta de resistência da classe trabalhadora no atual governo. Vale ressaltar, que é importante dialogar também com todos os setores da sociedade intensificando as mobilizações do dia 8 de Março, Dia Internacional da Mulher, e do 1º de Maio, Dia do Trabalhador, que são fundamentais para estabelecer esse diálogo.

Capitalização é tragédia para os trabalhadores – Na reunião das centrais foi rechaçada a proposta de regime de capitalização da Previdência, que Bolsonaro quer adotar no Brasil para, segundo ele, resolver o rombo nas contas públicas. O mesmo modelo foi adotado no Chile na década de 1980 e hoje, quase 40 depois, o resultado foi o empobrecimento e a miséria dos idosos chilenos. Aproximadamente 91% dos aposentados recebem benefícios de cerca de meio salário mínimo do país, o equivalente a, em média, R$ 694,00 – o piso nacional do Chile é de 288 pesos, ou R$ 1.575,66.

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