Ventilação e máscaras são fundamentais contra a Covid-19 nas agências

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Espaços fechados e sem ventilação são os principais aliados do novo coronavírus, causador da pandemia de Covid-19. E, como todo mundo sabe, este é o cenário na maioria das agências bancárias do país, o que coloca a categoria em uma situação extremamente vulnerável em relação ao vírus.

A médica Maria Maeno, pesquisadora em saúde do trabalho, explica que um trabalhador com 8 horas de expediente por dia inala, em média 4,4 mil litros de ar, e que o vírus presente no ar exalado de uma pessoa infectada pode durar horas em suspensão. Para que haja contaminação do ambiente, então, não é necessário que a pessoa infectada fale, tussa ou espirre, embora essas situações aumentem a possibilidade de transmissão. “Também é importante ressaltar que a transmissão do vírus é facilitada em ambientes de baixa umidade do ar e em ambientes com baixa ventilação, com renovação de ar insuficiente. Isso faz com que a concentração de vírus no ar cresça, aumentando o risco de infecção e da sua gravidade”, explica a especialista.

Ventilação e participação – A médica explica que todos os locais de trabalho deveriam ter um protocolo, elaborado com a participação de trabalhadores, devendo ser revisto periodicamente por um comitê misto, de representantes da empresa e de trabalhadores, de acordo com as necessidades e o avanço de conhecimento sobre o vírus. Para além do uso de máscara, do álcool em gel para higienização das mãos e manutenção de distanciamento físico, é fundamental que as agências e prédios dos bancos tenham a ventilação adequada.

O fluxo de ar externo para dentro de um edifício deve ser adequado para remover e diluir poluentes e agentes infecciosos presentes e para manter adequada a umidade do ar. A ventilação deve ser eficiente para não degradar a qualidade do ar interno ou o clima. Além disso, o uso de ventilação mecânica também pode ajudar. A instalação de acrílicos para isolamento físico nas áreas de atendimento, a sinalização para manter o distanciamento dos clientes e a reorganização das escalas de trabalho são importantes para garantir a redução do tempo de permanência dos funcionários em locais fechados e, assim, a circulação do vírus.

Monitoramento e máscaras – As máscaras são fundamentais, pois representam mais uma barreira contra o vírus. A melhor proteção que os bancos podem fornecer são kits de máscaras para os trabalhadores, do tipo PFF2 ou N95, em número suficiente para que possam ser usadas adequadamente. Especialistas dizem que em ambientes não hospitalares essas máscaras podem ser reaproveitadas, após serem deixadas sem uso em local ventilado por vários dias. Para quem atende o público diretamente, é indicado o uso de protetores faciais ou anteparos de acrílico, nos casos de postos fixos.

O Sindicato está monitorando todos os locais de trabalho e alertando os bancários. Caso tenha conhecimento de alguma irregularidade ou descumprimento de protocolos, entre em contato com o Sindicato através do e-mail bancariosce@bancariosce.org.br.

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