Vice-presidente aprovada na atual gestão foi vice de Pedro Guimarães

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Henriete Bernabé foi aprovada pelo Conselho de Administração da Caixa na terça-feira, 14 de março, para assumir a vice-presidência de Riscos (Vicor). Empregada de carreira da Caixa há 24 anos, Henriete passou a integrar a direção do banco durante o governo Bolsonaro. Na gestão de Pedro Guimarães, foi dirigente na Vilop, atuando como diretora na DEOPC e, posteriormente, como vice-presidente da área, no período em que a logística e segurança da Caixa passou por processos de reestruturação, afetando os empregados e o atendimento de demandas.

Posteriormente, Henriete assumiu a Vimar, vice-presidência responsável por fundos de governo, como o FCVS, FGTS e DPVAT. No período, os empregados de áreas vinculadas à sua vice-presidência denunciaram o risco de prejuízos no resultado consolidado na GDP decorrentes de decisões arbitrárias da administração. Após intervenção dos dirigentes da entidade, foram realizadas mudanças para evitar os impactos.

No mesmo período, o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região recebeu outras denúncias de trabalhadores vinculados àquela vice-presidência, como o cancelamento unilateral de férias que já estavam acordadas e programadas, com a justificativa de “alta demanda” na Cevat. Após atuação de dirigentes do Sindicato e da Apcef/SP, a situação foi revertida. As reclamações de empregados eram recorrentes, sobretudo queixas de desrespeito à jornada e imposição de metas abusivas, com relatos do uso do teletrabalho como forma de evitar o controle da jornada e seus reflexos, “viabilizando” o atingimento das metas.

Após sair da Vimar, Henriete assumiu a vice-presidência de Habitação (Vihab). Com a saída de Pedro Guimarães após as denúncias de assédio moral e sexual, Henriete foi nomeada interinamente como presidente da Caixa, até a posse de Daniela Marques. Sua saída da Vihab ocorreu em janeiro deste ano.

“O Conselho de Administração da Caixa entendeu que a candidata à vice-presidência da Vicor é adequada para assumir o cargo neste momento. Como sempre fizemos, vamos acompanhar as situações relacionadas às relações trabalhistas, às condições de trabalho dos empregados e fiscalizar a atuação dos dirigentes da empresa, denunciando e cobrando o que for necessário para que os bancários da Caixa tenham condições dignas e que a instituição permaneça executando seu papel como banco público”, disse o diretor-presidente da Apcef/SP, Leonardo Quadros.

“A sociedade brasileira fez uma escolha diferente em outubro do ano passado e deixou claro que não quer manter o modelo bolsonarista de gestão, que julgou não ser o melhor para a sociedade. Nós, do movimento sindical, vamos acompanhar cada passo dessa proposta de mudança e não vamos aceitar retrocessos na política de reconstrução do país”, afirma Marcos Saraiva, diretor do Sindicato dos Bancários do Ceará.

Fonte: Fenae com informações da Apcef/SP

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