Artigo: Amanhã vai ser outro dia! Que venha 2022!

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Carlos Eduardo, presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará

Apesar de você, amanhã há de ser outro dia…já dizia o poeta Chico Buarque. E é com essa esperança que vamos iniciar o ano de 2022.

Os dois anos anteriores, 2020 e 2021, foram extremamente pesarosos, não somente por enfrentarmos uma pandemia (que levou mais de 600 mil vidas de brasileiros), mas pelas consequências que tivemos de enfrentar devido ao desgoverno Bolsonaro.

Passamos a viver num país mais pobre, mais doente, mais desigual, mais injusto e menos democrático. Mas não “fugimos à luta”, levantamos nosso “braço forte” e resistimos. Protestamos e conseguimos impedir que tudo fosse ainda pior. Nas ruas, na internet e em debates com o parlamento, conseguimos barrar projetos nefastos que iriam tornar nossa vida ainda mais pesarosa, como o PL que queria autorizar o funcionamento das agências bancárias nos finais de semana e feriados. A nossa mobilização também garantiu a proteção à vida da nossa categoria, garantindo direitos previstos na nossa CCT e mantendo o atendimento especial das agências, o respeito aos protocolos sanitários e a proteção àqueles com a saúde mais debilitada, que compunham o chamado Grupo de Risco, que precisavam ficar em casa durante a pandemia. Em 2021 tivemos um ano de resistência e luta num dos momentos mais tenebrosos da classe trabalhadora e do movimento sindical brasileiro.

Fomos exigidos à exaustão, como nunca, e respondemos à altura. Enfrentamos os ataques aos nossos direitos e os desafios ocupando todos os espaços: ruas, redes sociais e Congresso Nacional, mesmo sob a perseguição de um governo criminoso, genocida e sem qualquer projeto para o bem do nosso país.

Entretanto, em 2022 teremos de ser ainda mais combativos. Será o ano das nossas vidas. As eleições definirão como será o futuro da classe trabalhadora nas próximas décadas. A luta está posta, será difícil e tensa, mas, com esperança, mobilização, organização e resistência, venceremos.

Teremos ainda pela frente uma Campanha Nacional dos Bancários, enfrentando mais uma vez um governo que não gosta, não respeita e não pensa na classe trabalhadora. Estamos prontos para essa luta, que não será fácil, mas vamos para cima em defesa da manutenção dos direitos da categoria bancária e buscando sempre novas conquistas.

Em 2021, nossa luta foi decisiva para escancarar e empurrar esse presidente miliciano ao limbo da sua pior avaliação, mostrar ao mundo que Bolsonaro é um pária e que somente a eleição de Lula à Presidência da República recolocará o Brasil no rumo da democracia e do crescimento, com emprego de qualidade, igualdade e justiça social para todos e todas.

Para 2022 levamos a certeza de que a tragédia brasileira só terminará quando esse governo genocida acabar. Se perdemos o pleito do ano que vem, o retrocesso e ataques aos trabalhadores seguirão por décadas. Não falamos somente da Presidência, mas precisamos renovar o Congresso que aí está. Elegermos candidatos que se identifiquem com a defesa e a luta da classe trabalhadora. Vamos mudar esse cenário. Vamos lutar e vencer essa guerra.

Estaremos atentos e fortes! Que venha 2022!

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