Bancários aprovam minuta de reivindicações

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A histórica 22ª Conferência Nacional dos Bancários, a primeira realizada por videoconferência, foi realizada nos dias 17 e 18/7, com uma série de debates, que culminou com a aprovação da minuta de reivindicações e do plano de lutas da categoria. Durante os dois dias, os bancários puderam debater conjuntura, economia e assuntos como home office, jornada, metas, emprego etc.

Abertura aconteceu na sexta à noite, através de uma live transmitida pelas redes sociais da Contraf-CUT, com a presença do ex-presidente Lula, Fernando Haddad, Guilherme Boulos e o governador do Maranhão, Flavio Dino, debatendo a situação política e econômica do país e demonstrando a importância da Campanha Nacional dos Bancários.

Após a aprovação da minuta de reivindicação pelas assembleias virtuais, que acontecem dias 20 e 21/7 através do link https://bancarios.votabem.com.br/, a minuta será apresentada à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) na quinta-feira (23/7), às 14h30.

Pesquisa Home Office – Durante a Conferência, foram divulgados ainda os dados da pesquisa virtual sobre o trabalho home office. Os dados mostram que o teletrabalho afetou a rotina familiar e o serviço doméstico da categoria, com a transformação de um ambiente do lar em estação do trabalho. Os bancários também avaliaram mal a estrutura ergonômica que têm à disposição para o home office e que é preciso melhorar a comunicação e a gestão dos bancos. Segundo a pesquisa, 35,6% dos bancários que estão trabalhando em casa perceberam que estão trabalhando além da jornada, 26% não estão recebendo hora extra nem participando de banco de horas e 36% disseram ser mais difícil o cumprimento de metas e a comunicação com outras áreas. Os bancários relataram ainda problemas de saúde como ansiedade, cansaço, dores musculares, medo de ser esquecido e dificuldade de concentração. A pesquisa também apontou que parte da categoria sofreu perda do vale transporte/gasolina e viram gastos como energia e supermercado aumentarem.

Índice

Depois do debate sobre as propostas, os delegados aprovaram a reivindicação de reajuste de inflação mais 5% de aumento real nos salários e todas as cláusulas econômicas.

Home office

A 22ª Conferência também aprovou a inclusão na minuta de uma cláusula para regular o trabalho home office, que não pode ser imposto pelo banco, para estabelecer, entre outras coisas, que os custos do teletrabalho sejam arcados pelos empregadores, assim como o fornecimento para os equipamentos de trabalho e ergonômicos. A cláusula também proíbe que sejam retirados direitos dos trabalhadores que cumprirem suas funções em suas casas, à exceção do vale-transporte/combustível, que deve ser fornecido com valor proporcional aos dias de comparecimento do trabalhador no banco, definindo que estes tenham de realizar suas atividades no próprio local de trabalho, pelo menos, uma vez por semana.

A Conferência também aprovou uma proposta para que seja feita uma atualização da cláusula que trata sobre o estabelecimento e a cobrança de metas pelos bancos. Uma vez que um dos eixos da campanha será a luta pela saúde e melhores condições de trabalho para a categoria.

Outros eixos

A campanha terá como prioridade a manutenção dos empregos e dos direitos, a defesa dos bancos públicos e o reajuste do valor da PLR pelo mesmo índice da campanha. As demais cláusulas hoje presentes na CCT foram mantidas na minuta de reivindicações.

Redes sociais

Os bancários debateram ainda as estratégias de luta e mobilização e, em período de pandemia, o uso das redes sociais para mobilizar a categoria e denunciar os desmandos dos banqueiros à sociedade. Ainda durante essa mesa, o secretário de Comunicação da Contraf-CUT, Gerson Pereira, apresentou a mídia o mote da Campanha Nacional 2020 “Na luta com você”.

Moções e Resoluções

Os delegados também aprovaram cinco moções. Uma em solidariedade às famílias das vítimas do Covid-19; uma contra o racismo estrutural e pelo fim da violência policial; uma de repúdio ao Banco Santander; e uma de apoio ao meio ambiente, aos povos indígenas e aos quilombolas. Também foram aprovadas três resoluções. Uma em defesa dos bancos públicos; uma para conclamar dirigentes e militantes sindicais a realizar um efetivo engajamento nas eleições 2020 e uma pelo Fora Bolsonaro!

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