BANCO DO BRASIL: Funcionários do BB realizam nova plenária de mobilização contra processo de desmonte

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Os funcionários do Banco do Brasil no Nordeste se reuniram dia 11/2, em mais uma plenária virtual, para debater as estratégias de mobilização contra o processo de reestruturação do banco.

Os bancários foram unânimes em afirmar que é preciso intensificar a mobilização, levar o debate da defesa do BB para toda a sociedade, mostrando para a população os pre-juízos com o desmonte de Banco do Brasil.

O presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará e da Fetrafi/NE, Carlos Eduardo, destacou que, desde o anúncio da reestruturação, dia 11/1, os bancários vêm buscando abrir um canal de diálogo com a direção do banco, sem sucesso. Ele destacou ainda que as informações que as entidades sindicais têm até o momento foram repassadas pela população ou pelos próprios funcionários atingidos pelo processo. “A mediação com o MPT foi frustrante. Nós temos procurado a negociação, mas o BB apenas tem colocado seu posicionamento. Queremos esclarecimentos sobre as situações dos caixas executivos, sobre as agências que serão fechadas, sobre as que irão virar postos de atendimento. Mas até agora, o banco não nos repassou nada”, disse.

As entidades seguem orientando que os bancários que tiverem dúvidas devem procurar o Sindicato para que a entidade analise a sua situação. O departamento jurídico do Sindicato está disponível de segunda a sexta, das 9h às 15h, através do telefone 85 3252 4266 ou pelo e-mail: juridico@bancariosce.org.br.

“Precisamos construir a unidade, fortalecer nossa mobilização, mostrar a importância dos bancos públicos para o desenvolvimento do país e no enfrentamento à pandemia, dialogar com a sociedade. Esse é nosso objetivo e assim vamos evitar o desmonte do BB”, concluiu Carlos Eduardo.

No próximo dia 18/2, haverá nova plenária dos funcionários e no dia 19/2, o Comando Nacional dos Bancários fará nova avaliação do movimento e indicará novas estratégias de luta.

Lucro – O BB registrou lucro líquido de R$ 13,9 bilhões em 2020, segundo balanço divulgado dia 11/2. Isso representa queda de 22% em relação ao lucro obtido em 2019.  As receitas com a prestação de serviços cresceram 1,5% em relação ao terceiro trimestre, impulsionadas pelas linhas de administração de fundos (+3,8%) e pelas tarifas de conta corrente (+2,3%). Em 2020, no entanto, houve redução de 1,7%. Ao desconsiderar as provisões, o resultado estrutural do BB cresceu 5,9% em 2020, somando R$ 42,4 bilhões. Segundo o banco, o desempenho foi influenciado pelo crescimento de 5,1% na margem financeira bruta, pelo controle de gastos administrativos e pela redução na linha de risco legal.

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