Bancos não se comprometem sobre suspensão das demissões

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Com a pandemia da Covid-19 em seu mais grave momento no Brasil com os seguidos recordes de mortes pela doença, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) não se comprometeu com a suspensão das demissões na categoria bancária, medida tomada no ano passado, no início da propagação da doença. Foi a terceira reunião este ano com o Comando Nacional dos Bancários, sem respostas sobre medidas de segurança contra o contágio. Em resposta, o Comando Nacional vai organizar atividades em defesa da vida e da saúde no dia 24/3.

A reunião do dia 16/3 era para os bancos responderem se iriam voltar a suspender as demissões, como no início da pandemia. “Esperávamos que os bancos atendessem à essa reivindicação tão necessária nesse momento. Eles disseram na reunião que a demissão na categoria era pequena. Desde 2013, eles cortaram 82 mil postos de trabalho. Isso é o tamanho de um grande banco”, afirmou a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, coordenadora do Comando Nacional.

Em reunião dia 11/3, o Comando Nacional também apresentou as reivindicações de diminuição do horário nas agências, redução das metas e fim das visitas. A Fenaban também se comprometeu a dar respostas sobre as questões, mas nada apresentou desde então. Alguns bancos se comprometeram a suspender as visitas, mas a Fenaban disse que ainda não tem como se comprometer. O Comando Nacional não vai aceitar que bancários sejam mandados a fazer visitas.

Defesa da vida – O Comando Nacional dos Bancários e a Contraf-CUT aderiram à convocação da CUT e demais centrais sindicais para o Dia Nacional de Lockdown pela Vida e pela Saúde. No dia 22/3, os sindicatos da categoria bancária vão realizar plenárias em suas bases para discutir formas de ação em cada local. Os sindicatos bancários vão realizar ações em suas bases com a circulação de carros de som, avisando os clientes para não irem às agências.

“Estamos na luta com outras categorias e a população contra a pandemia. Queremos que a categoria bancária seja incluída na lista de prioridades da vacina, já que estamos na linha de frente no atendimento à população. Nessas plenárias, os bancários e bancárias precisam dizer se os protocolos de segurança estão sendo cumpridos em seus bancos, se eles estão sendo obrigados a fazer visitas. Vamos denunciar caso estejam sendo obrigados a fazer visitas”, alertou Juvandia Moreira.

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