Breves

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Acharam o Queiroz!

A Polícia Civil de São Paulo prendeu dia 18/6 Fabrício Queiroz, ex-assessor e ex-motorista do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), que estava “desaparecido” há mais de um ano. Queiroz foi preso em um imóvel que pertence a Frederick Wassef, advogado da família Bolsonaro, e levado para unidade da Polícia Civil para o Rio de Janeiro. O delegado Osvaldo Nico Gonçalves, que participou da prisão, disse à imprensa que, segundo o caseiro do local, Queiroz estava na casa há cerca de um ano. Wessef sempre disse que não sabia do paradeiro de Queiroz. O mesmo disseram os Bolsonaros. A ação conjunta entre os Ministérios Públicos do Rio de Janeiro e o de São Paulo, que resultou na prisão de Queiroz, cumpriu mandado expedido pela Justiça do Rio e é mais um desdobramento da investigação que apura esquema de “rachadinha” na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

“Ele Cai”: Lançada campanha Mulheres Derrubam Bolsonaro

A maioria feminina que avalia negativamente o governo Bolsonaro, de acordo com pesquisas institucionais, mostra mais uma vez sua indignação com o presidente em novo movimento que cobra, dessa vez, seu impeachment. No dia 14/6 teve início, em todo o país, a campanha #MulheresDerrubamBolsonaro. Com mais de 30 mil assinaturas, o manifesto do Levante das Mulheres Brasileiras ganha novamente as redes sociais. Já no lançamento, o movimento ficou entre os assuntos mais comentados no Twitter. E, após o #Elenão, o lema agora é “Ele Cai”. O manifesto chama a atenção para a “política do (des)governo Bolsonaro – que mata diariamente cerca de mil brasileiros por covid-19”. Além de “aumentar a desigualdade e o empobrecimento da população, retirar direitos e fazer apologia à ditadura e ao fascismo”. Para assinar o manifesto, acesse o link https://bit.ly/3edAhip.

Órgão de controle de medicamentos dos EUA revoga uso da cloroquina

O FDA (órgão de controle de alimentos e medicamentos dos EUA) disse dia 15/6 que estava revogando a autorização de emergência de dois medicamentos contra a malária para tratar o Covid-19, afirmando que “é improvável que sejam eficazes”. As drogas, a hidroxicloroquina e uma droga relacionada, a cloroquina, foram insistentemente promovidas pelo presidente Trump depois que alguns estudos pequenos e mal controlados, mostraram que eles poderiam funcionar no tratamento da doença. A agência disse que, depois de revisar alguns dados, determinou que os medicamentos, principalmente a hidroxicloroquina, não demonstravam benefícios que superassem seus riscos. No início deste ano, o FDA emitiu um aviso de que os medicamentos poderiam causar arritmias cardíacas alarmantes. A decisão foi divulgada pelo jornal The New York Times.

Abraham Weintraub é demitido após insultar Supremo

Bolsonaro anunciou dia 18/6 a demissão de Abraham Weintraub do Ministério da Educação, após 14 meses e 10 dias em que o então ministro acumulou polêmicas e pouco realizou à frente da pasta, e em decorrência de longo desgaste político com os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). Em vídeo, o agora ex-ministro disse ter recebido um convite, referendado por Bolsonaro, para ser o diretor representante do Brasil e de outros oito países no Banco Mundial. O salário anual previsto é de US$ 258.570, o equivalente hoje a R$ 115,8 mil por mês, ou mais de 3x o salário atual do ministro, de R$ 31 mil. Não foi anunciado, por ora, novo titular para MEC – o terceiro em um ano e meio de governo Bolsonaro. Weintraub é ainda alvo do inquérito das fake news, que tramita no Supremo, e também de uma investigação no tribunal por racismo por ter publicado um comentário sobre a China. Na primeira investigação, ele teve negado dia 17/6, por 9 votos a 1, um pedido de habeas corpus ao STF para ser excluído do caso. Weintraub é o sétimo ministro a deixar o governo e o quarto em dois meses, após a saída de Henrique Mandetta e Nelson Teich (ambos na Saúde, sob comando interino) e Sergio Moro, que pediu demissão da Justiça.

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