CEF: CEE/CAIXA cobra posicionamento transparente e mais respeito com os empregados

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Na quinta-feira (3/12), durante reunião da mesa permanente entre a Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa) e a direção da Caixa, os representantes dos empregados criticaram a falta de posicionamento do banco público na defesa da empresa e de seus empregados. Dentre os principais temas abordados estavam teletrabalho, banco de horas, metas e contratações.

A CEE Caixa protestou contra a reestruturação e a direção do banco afirmou que não está ocorrendo uma reestruturação e sim um movimento de mudanças que teria ocorrido por conta da necessidade de reduzir custos além de reorganização interna. Os representantes dos trabalhadores indagaram a visível falta de planejamento prévio e diálogo entre as vice-presidências (VPs), visto que ocorreram informações desencontradas durante o debate.

Entre os principais pontos destacados na ocasião, a Comissão ressaltou a importância de a Caixa ter reforçado a mesa de negociação, com a presença de diversas áreas. O que possibilita que as questões possam ser sanadas de forma mais rápida e direta. A Comissão também destacou a situação dos empregados, que estão extremamente sobrecarregados e têm sido surpreendidos por medidas unilaterais tomadas pela empresa, com a entrega dos prédios e mudanças das unidades. O banco informou que há uma diretriz de não trocar as pessoas de municípios. A CEE pleiteou uma mesa específica para tratar do tema o mais breve possível, mas ainda não houve retorno.

Teletrabalho – A proposta apresentada pelo banco sobre o teletrabalho foi de um modelo híbrido – parte presencial, parte em home office, definido de acordo com pesquisa realizada pelo banco. A proposta apresentada pela Caixa não permite o controle de jornada. Eles argumentaram que o aumento na flexibilidade iria proporcionar, por exemplo, mais autonomia para os empregados. Já para as entidades, o teletrabalho deve ser opcional pelo funcionário e não uma imposição da empresa. Segundo a CEE, a falta do controle de jornada pode gerar problemas na saúde do trabalhador e até no pagamento das horas extras. A Comissão também cobrou da Caixa proposta de ressarcimento das despesas com energia elétrica e internet.

Banco de horas – A Caixa apresentou uma proposta que possibilita que os empregados possam trabalhar duas horas a mais por dia em determinada semana para realizar a compensação de um dia completo, para assuntos de seu interesse, podendo prorrogar as licenças permitidas, após negociação com o gestor. A CEE apontou que o momento atual, com pagamento do auxílio emergencial e abertura das agências aos sábados, com enorme sobrecarga de trabalho, dificulta a discussão do tema, mas que fará análise e construirá alternativas junto com as entidades e empregados.

Contratações – A CEE/Caixa já havia enviado um ofício cobrando a direção do banco para mais contratações. A Caixa informou não haver autorização da SEST para fazer mais contratações. Além disso, o banco afirmou que o perfil dos clientes tem mudado para um modelo mais autônomo e menos dependente das agências, e que, até o momento, não há a previsão do fechamento de unidades, que é algo que poderia recompor as equipes das unidades restantes.

 

Veja o que mais ficou definido durante a negociação:

– O trabalho remoto continua até 30 de janeiro de 2021.

– A CEE reivindicou a renovação do acordo da CCV, que vence em 31/12/2020. A Caixa respondeu que está alterando a minuta e irá submeter à Comissão.

– Houve cobrança ainda sobre a readequação das metas.

– A CEE solicitou novamente a não abertura das agências aos sábados.

– A Comissão pediu ainda um reforço nos protocolos contra o Covid19 nas unidades.

– GT Promoção por Mérito: Nova reunião deve ocorrer ainda esta semana.

– GT Saúde Caixa: A Caixa deve agendar a reunião para os próximos dias.

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