Comitê de Crise: Comando Nacional apresenta novas reivindicações aos bancos

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Em reunião realizada na segunda-feira (13/4) com o Comando Nacional dos Bancários, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou um balanço das medidas já realizadas para o enfrentamento à pandemia causada pelo novo coronavírus que tinham sido reivindicadas pelo Comando, como colocar o maior número possível de bancários em home office e todas as medidas de proteção para quem está trabalhando.

Desde a criação do Comitê de Crise, quando o Comando Nacional começou a negociar com os bancos um dia depois da OMS decretar a pandemia, mais de 250 mil bancários foram colocados em casa, em teletrabalho; foi conquistada a garantia de empregos e muitas medidas protetivas para os que estão trabalhando. Porém, a aglomeração nas agências ainda preocupa a categoria bancária, pois coloca tanto trabalhadores quanto população em risco.  Sendo assim, o Comando cobrou que os bancos providenciem testes rápidos quando houver alguém com suspeita de Covid-19 em alguma unidade.

O Comando reafirmou também a proposta de que somente sejam atendidos presencialmente os casos essenciais e de extrema necessidade, mesmo assim, sob agendamento prévio. Outra proposta do movimento sindical relacionada às aglomerações que será analisada pelos bancos é que seja acionado o poder público para conter as aglomerações e em não sendo atendido, contratar seguranças especificamente para passar orientações e organizar as filas externas. Assim, os bancários podem realizar seus trabalhos dentro das agências, reduzindo a sobrecarga e agilizando o atendimento.

Outras medidas em implantação – A pedido do Comando, alguns bancos estão implantando barreiras de acrílico nos pontos de atendimento, para evitar contato com os clientes. Os bancos que compõem a mesa de negociações também estão providenciando e enviando às unidades máscaras com proteção de acetato frontal aos funcionários.

Valorização da negociação coletiva – O Comando Nacional cobrou da Fenaban o respeito e a valorização da mesa de negociação coletiva. Havia ficado acertado em reuniões anteriores do Comitê de Crise que todas as ações a serem tomadas, seja pelos sindicatos, seja pelos bancos, seriam trazidas previamente à mesa de negociações. Somente se não houvesse outro acerto na mesa é que as medidas seriam implementadas. Mas há bancos colocando em prática pontos da medida provisória 927, a exemplo de férias, sem que houvesse negociação.

As medidas provisórias editadas pelo governo afrouxam as regras para o trabalho remoto, banco de horas, férias individuais e coletivas, redução de jornada e suspensão de contratos e possibilita que estes mecanismos sejam implementados sem negociação com os sindicatos. São medidas que podem impactar muito a vida dos trabalhadores e os bancos não poderiam implementá-las sem que houvesse negociação. O Comando destacou ainda que está à disposição para negociar e quer que os bancos valorizem a negociação coletiva.

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