Empregados da Caixa reivindicam melhores condições de trabalho

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A Contraf-CUT, assessorada pela Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa), enviou carta aberta de reivindicações durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) para a direção da Caixa. Entre os principais pontos estão o pré-agendamento por telefone para acessar o atendimento nas agências, a contratação de empresas especializadas para organizar as pessoas fora das agências e a principal, que é campanha de comunicação ostensiva para orientar a população.

O documento, que foi direcionado ao presidente, à gestão da rede de agências e à gestão de pessoas, é resultado da reunião da CEE/Caixa, por meio de videoconferência, realizada no dia 14/4, quando foram debatidas as demandas dos empregados de todo país e os aspectos necessários ao melhor desempenho com civilidade, preservação da vida e segurança das funções do banco público para as questões essenciais e o auxílio emergencial que tem levado milhões às portas das agências.

Os empregados relatam diversas ocorrências Brasil afora. Dentre elas, a falta de numerário nas regiões mais distantes das capitais, ausência de organização e segurança nas filas das agências, causando tumulto, brigas e aglomerações, principalmente pela falta de informação, que leva milhões a se concentrarem em frente de unidades da Caixa.

Os empregados querem ainda a garantia de EPI’s, campanha de vacinação, respeito à negociação coletiva com a não implementação das Medidas Provisórias recém-aprovadas, Saúde Caixa para todos já, suspensão da cobrança do Credplan da Funcef e prolongamento do prazo para pagamento do equacionamento.

 

Promoção por mérito

A Contraf-CUT cobrou a Caixa sobre o pagamento da promoção por mérito ano-base 2019. Na negociação realizada no início do mês, o banco tinha anunciado que faria o pagamento em abril. Porém, os empregados viram no comprovante de pagamento que o delta não foi lançado. Segundo informações da Caixa, o delta será pago ainda este mês.

 

Aglomerações

As agências da Caixa continuam lotadas e a direção do banco não toma providências para evitar as aglomerações. A CCE-Caixa já apresentou ao banco propostas como o pré-agendamento, organização de filas fora das unidades com respeito do espaçamento necessário entre as pessoas, e a realização de uma campanha massiva junto à população alertando quais os canais digitais indicados para solicitar o auxílio emergencial. A representação dos empregados continua pressionando o banco para que tome medidas urgentes de proteção da saúde e da vida dos empregados e da população.

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