Funcionários do BB definem reivindicações específicas para a Campanha Nacional dos Bancários

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Na plenária final do 31º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (CNFBB), os 212 delegados do congresso aprovaram as estratégias de luta e a pauta de reivindicações para a Campanha Nacional 2020 e as específicas do banco.

A abertura aconteceu de forma conjunta, para todos os congressos de bancos públicos (BB, CEF e BNB), na sexta-feira, dia 10 de julho, sob a coordenação da Contraf-CUT. “Esse momento de pandemia não vai impedir nossa mobilização, principalmente diante de um governo que prioriza a retirada de direitos dos trabalhadores. A defesa dos bancos públicos, que são fundamentais, para o desenvolvimento do país e para a diminuição das desigualdades, será uma das nossas prioridades para 2020”, disse Juvandia Moreira, presidente da Contraf-CUT, durante a abertura, que teve ainda a participação do professor e economista Luiz Gonzaga Belluzo, que destacou o importante papel dos bancos públicos para as políticas públicas durante a pandemia, mostrando que eles serão fundamentais também na retomada da economia.

O coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga, agradeceu a participação dos delegados e ressaltou a importância do congresso para a Campanha Nacional dos Bancários e para a luta específica dos funcionários. “Vivemos um momento difícil de nossa história, tanto no país e no mundo, quanto no banco. Querem acabar com tudo o que é público, com tudo o que possibilita o povo brasileiro a ter uma vida melhor. Não podemos ver isso e ficarmos calados. Temos que mostrar que o Banco do Brasil é do povo brasileiro”, disse.

A presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, declarou que a defesa dos bancos públicos está no centro da campanha nacional dos bancários deste ano. “O movimento de agricultores familiares costuma dizer que ‘se o campo não planta, a cidade não janta’. Vou adaptar esse lema acrescentando que se os bancos públicos não financiam, os produtores rurais não conseguem plantar. E ao BB se soma as ações da Caixa, do BNB, do Basa e dos demais bancos públicos. São eles os responsáveis pelo desenvolvimento do país e serão eles que nos ajudarão a sair da crise na qual nos encontramos. Por isso, a defesa do BB e dos demais bancos públicos será o ponto central de nossa Campanha Nacional”, disse.

Durante o Congresso, os delegados debateram ainda a importância do Banco do Brasil para conduzir políticas em favor da sociedade, traçaram estratégias para defender a representação dos trabalhadores na Cassi e Previ e enfatizaram o papel de um Banco do Brasil público e voltado a uma agenda de desenvolvimento sustentável, um desenvolvimento social do país.

Mesa única – O coordenador da CEBB também ressaltou a importância da unidade da categoria e da manutenção da mesa única de negociações com os bancos públicos e privados. “A primeira premissa dessa campanha é defender a mesa única de negociações. Só a nossa unidade pode fazer que a gente saia com vitórias dessa campanha”, destacou. “Além do mais, defender a mesa única é também defender o Banco do Brasil e os direitos dos funcionários”.

Direitos e pandemia – Fukunaga destacou, ainda a importância do congresso para debate sobre a manutenção de direitos dos funcionários durante esse período de pandemia. “Os debates nos trouxeram importantes contribuições para a organização da categoria e dos funcionários do BB para o enfrentamento dos ataques aos direitos que estão sendo desferidos contra os trabalhadores com a desculpa de que estamos em tempos de pandemia”, disse. “Os trabalhadores sofrem com a doença e com os cortes de direitos e perda de rendimentos”, concluiu. Entre os pontos debatidos durante o congresso, merece destaque a instituição do teletrabalho.

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