Liberdade de Expressão: Movimento sindical condena atitude autoritária de presidente da Caixa

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O movimento sindical bancário condena a postura do presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, ao mover uma ação judicial de indenização por danos morais contra o ex-presidente da Fenae, Pedro Eugênio Beneduzzi Leite, de acordo informações do site Consultor Jurídico, em matéria divulgada dia 28/6.

O atual presidente da Caixa acusa Pedro Eugênio de injúria e difamação nas redes sociais. A ação tramita na Justiça de Brasília, em caráter sigiloso, utilizando-se da tática de criação do inimigo interno e da criminalização da política, configurando-se assim como um atentado à liberdade de expressão traduzida na organização autônoma dos trabalhadores do banco. Em tempo, esse é um dos direitos basilares de uma sociedade plural e democrática.

O exercício do direito de criticar é prerrogativa constitucional assegurada, não havendo conduta antijurídica de Pedro Eugênio a partir do momento em que o mesmo usa seus meios de comunicação para alertar a população sobre as possíveis consequências negativas de decisões que estão sendo tomadas para a Caixa Econômica Federal.

A ação do presidente da Caixa contra Pedro Eugenio é mais uma na estratégia de enfraquecimento da instituição. Começa-se com a censura a um empregado, o lado mais frágil, para depois atacar a sociedade civil organizada e suas entidades representativas. O movimento nacional dos empregados está se unindo para defender o banco, resistindo aos retrocessos perpetrados por gestores de plantão. Mesmo diante dessas e outras ameaças, o movimento sindical bancário não vai arrefecer da luta e nem se calar diante das temeridades administrativas e perseguições.

Diversas entidades representativas dos empregados publicaram notas de solidariedade a Pedro Eugênio, tais como Fenae, Contraf-CUT, Fetrafi/NE, entre outras, reafirmando estarem ao lado dos trabalhadores na construção de um banco 100% público, onde haja condições de trabalho dignas e valorizando o banco como principal pilar das políticas públicas no país. A crítica pública é necessária sempre que um gestor, qualquer que seja, demonstrar descaso pelas diretrizes inerentes da Caixa. Essas entidades sempre se posicionaram diante de várias ameaças à Caixa e jamais se silenciarão diante de tentativas sistemáticas de desmoralizar a instituição e seus trabalhadores.


“Esse comportamento do presidente da Caixa é um ataque à liberdade de expressão e à crítica dentro do processo democrático. O fato de ele considerar que não se pode mais fazer críticas a agentes públicos que estão em cargos igualmente públicos, não condiz com os princípios da democracia e sim, com a ditadura. Seguiremos na luta em defesa da Caixa e não nos calaremos. Todo o nosso apoio ao companheiro Pedro Eugênio”
Túlio Menezes, diretor do Sindicato e empregado da Caixa


 

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