Promoção por mérito na Caixa ainda está indefinida

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O Grupo de Trabalho de Promoção por Mérito da Caixa Econômica Federal se reuniu dia 22/11 para dar continuidade às negociações sobre os critérios a serem adotados para o pagamento dos valores referentes ao Plano de Cargos e Salários (PCS), “deltas”. O GT é composto de forma paritária por representantes dos trabalhadores e do banco. A Caixa apresentou proposta considerando o programa de Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP) como único parâmetro a ser utilizado para o cálculo, frustrando a representação dos empregados.

A própria Caixa diz que a GDP é utilizada como forma de “educar” os gestores a fazerem uma avaliação mais condizente com a realidade. Ou seja, ela não avalia corretamente o desempenho dos empregados. Portanto, não deve ser utilizada como parâmetro para o cálculo. Além do mais, a Caixa sequer respondeu sobre o questionamento da representação dos empregados sobre o dia não trabalhado em 27 de abril, devido à greve. O banco considera o dia como falta não justificada, o que impede que um número muito grande de empregados participe do processo de promoção por mérito. Pela proposta apresentada pelo banco, apenas 62% dos empregados receberiam delta (57% receberia um delta e 5% dois deltas). Neste momento (base outubro/2021), estes 5% estão enquadrados como desempenho excelente na GDP, mas isso pode mudar até o final do ano.

Curva forçada – “A nova GDP utiliza um mecanismo chamado ‘curva forçada’, que define que 5% dos empregados, mesmo que tenha cumprido todas as tarefas e as metas propostas não receberá o desempenho excelente. Não dá para aceitar que uma parte dos empregados, mesmo tendo realizado tudo o que foi proposto, seja penalizada”, disse a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt. A representação dos empregados considera que o mais razoável é que a direção da empresa garanta um delta para todos os empregados elegíveis, assim como foi feito no ano base 2020.

Atendimento – O atendimento na Caixa voltou ao horário pré-pandemia dia 23/11. O anúncio foi feito pelo banco sem negociação com os sindicatos. A direção do banco informou que em grande parte do país as agências funcionarão das 10h às 16h, mas a legislação municipal pode determinar padrão diferente. Conforme comunicado da Caixa, serão mantidos os cuidados necessários para prevenção, controle e redução dos riscos de transmissão da doença.

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