Sindicato entrega doações do Bancário Solidário Outubro Rosa

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O Sindicato dos Bancários do Ceará e o Comitê de Mulheres Bancárias Ana Dantas realizaram no último dia 10 de dezembro um evento para entregar as doações do Bancário Solidário Outubro Rosa, no Hotel Praia Centro, com a presença de diversas entidades da sociedade civil organizada. O evento contou ainda com palestras sobre a prevenção do câncer de mama e sobre a violência doméstica.

Durante a campanha foram arrecadados R$ 6.100,00 em doações que foram transformados em kits de próteses mamárias e sutiãs de suporte para mulheres mastectomizadas da Associação Toque de Vida, que há quase 30 anos dá apoio e suporte a mulheres com câncer de mama. A presidente da Associação, Mary Ferreira Dias, agradeceu a iniciativa do Sindicato e do Coletivo. “A mulher que teve câncer só se afasta um pouco, mas depois ela volta à cena linda e maravilhosa e o apoio de todos vocês, com certeza, vem a somar muito na nossa luta”, disse.

“A Associação Toque de Vida luta por uma causa fundamental na sociedade. Gostaríamos de ressaltar que os bancários foram uma das primeiras categorias a conquistar direitos importantes para as mulheres como a ampliação da licença maternidade. A tarefa do Sindicato é lutar por uma sociedade mais justa para todos e todas”, destacou o presidente do Sindicato e da Fetrafi/NE, Carlos Eduardo.

Na sequência, a advogada e professora de Direito, Ana Virginia Porto, falou sobre a violência contra mulher no âmbito doméstico, utilizando a Cartilha sobre a Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher e como identificar, ajudar e denunciar casos de mulheres que passam por esse tipo de violência. “Importante conhecer os tipos de violência, o ciclo da violência, para podermos ajudar a nós e a outras mulheres. Por isso, leia a cartilha, absorva, compartilhe e ajude a reduzir essa situação. Precisamos estar sempre atentas para derrotar essa cultura machista e chegarmos ao dia em que acabaremos com o feminicídio e a violência contra a mulher”, destacou Virginia, que já foi da Comissão de Direitos Humanos da OAB/CE nos anos 2019 e 2020.

A psicóloga Mayara Viana, da Casa da Mulher Brasileira, falou da atuação da instituição que apoia mulheres vítimas de violência doméstica. Segundo ela, 98 mulheres são atendidas em média por dia pela instituição que presta apoio geral para pessoas nessa situação, da denúncia, passando por acompanhamento psicológico até a autonomia financeira, com cursos profissionalizantes e parcerias. “É muito importante dialogar sobre isso não só hoje, mas sempre que possível, para rompermos esse ciclo de violência doméstica”.

Em seguida, a graduanda em Enfermagem pela UFC e membro do grupo de pesquisa em câncer de mama, Ana Talyta Pinheiro, falou sobre a importância da prevenção ao câncer de mama. Ela criticou o fato de que existe um índice baixo de políticas públicas sobre o tema e falou da importância de se fazer ultrassom das mamas por volta dos 30 anos e a mamografia anualmente a partir dos 40 anos. “Infelizmente, essa não é a recomendação do Ministério da Saúde, que recomenda apenas a mamografia bianual a partir dos 50 anos, mas quanto mais precocemente você começar a prevenção, melhor”, disse. “No mais, faça exercícios físicos, cuida da sua alimentação, da sua saúde mental e assim você vai ajudar a prevenir não só o câncer de mama, mas vários tipos de câncer”, finalizou.

Ao final, a bancária do BB, Diana Bernardino da Silva, falou sobre sua história de superação do câncer de mama, em plena pandemia. Ela conta que o apoio da família e do marido foram fundamentais na sua luta e criticou o preconceito e a burocracia durante e após o tratamento de pessoas com câncer.

O evento contou ainda com a participação da Eliane Brasileiro e do músico Weberson Avelino, além de sorteio de brindes para quem estava presente.

“O Sindicato e o Comitê de Mulheres agradecem aos representantes das entidades, das centrais sindicais, dos sindicatos, dos movimentos sociais e de toda a rede de atendimento à mulher no Ceará. Tudo isso mostra que um pouco de cada um ajuda a muitos”, concluiu a secretária de Igualdade e Diversidade do Sindicato, Francileuda Pinheiro.

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