COE do Itaú discute teletrabalho e quitação das obrigações do registro de ponto dos funcionários

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A direção do Itaú se reuniu dia 27/10 com a Comissão de Organização dos Empregados do banco (COE Itaú) para apresentar propostas para um acordo sobre teletrabalho, ponto eletrônico e acordo de quitação do espelho do ponto. O acordo deve regular o teletrabalho para entorno de 35 mil a 38 mil funcionários.

Na reunião, o Itaú apresentou como propostas o controle da jornada de trabalho com ponto eletrônico, que deve regular o trabalho de cerca de 57 mil funcionários. Também será paga uma ajuda de custo de R$ 960,00, em duas parcelas semestrais de R$ 480,00 cada. O banco irá respeitar os intervalos para refeição e os períodos de descanso.

Serão mantidos, integralmente, os vales refeição e alimentação. O vale transporte vai ser pago proporcionalmente, para os dias em que o funcionário fizer o trabalho presencial, no local de trabalho. O banco vai fornecer o equipamento (computador e cadeira ergométrica).

A proposta discutida na reunião agora será repassada para as federações e entidades sindicais para conhecimento e debate.

Ponto eletrônico e quitação – Na reunião, a direção do Itaú apresentou uma proposta de controle de jornada e quitação das obrigações do registro de ponto dos funcionários. Além do controle mensal do registro de ponto diário, os funcionários poderão acessar um termo de quitação de suas horas semestralmente e terão a possibilidade de concordarem ou não. Caso não haja concordância o funcionário deve procurar o Sindicato e abrir um chamado na Central de Pessoas. Os sindicatos acompanharão todo o processo para garantir que não tenham irregularidades. Importante ressaltar que a quitação é opcional e se refere somente à jornada trabalhada, não impedindo nenhuma outra reclamação trabalhista.

“Tivemos todo o cuidado nessa crise de pandemia, fizemos um acordo de banco de horas negativas, mantendo o nível de emprego. E, com esse acordo de teletrabalho, estamos nos preocupando com o bem-estar e a manutenção do emprego. A proposta é boa, garante emprego, direitos e benefícios. Isso é o mais importante nessa crise: manter os direitos e os empregos”
Ribamar Pacheco, diretor do Sindicato e representante da Fetrafi/NE na COE Itaú

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