Nova pesquisa sobre teletrabalho mostra avanços e desafios para a categoria

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A Contraf-CUT divulgou dia 4/9, durante a 23ª Conferência Nacional dos Bancários, os resultados da 2ª Pesquisa de Teletrabalho da Categoria Bancária. A pesquisa avaliou as condições para a categoria realizar o teletrabalho, após mais de um ano de duração dessa modalidade. Os bancos ainda não cumprem totalmente o negociado para o serviço remoto, mas o teletrabalho se revelou uma forma fundamental para reduzir os riscos de contágio da Covid-19 pela categoria.

A pesquisa coletou respostas de 12.979 bancários de todo o país. Na 1ª pesquisa, realizada no ano passado, foram ouvidos 10.939 bancários. A categoria tinha sido pioneira e boa parte foi deslocada para o teletrabalho assim que começou a pandemia. O teletrabalho foi negociado pelo Comando Nacional dos Bancários junto à Fenaban.

Para a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, a pesquisa teve a importância de detectar o que precisa ser melhorado nessa modalidade de trabalho. “A pesquisa mostrou que os itens mais problemáticos são justamente aqueles que as entidades estão buscando regular nos acordos: aumentos dos custos para o trabalhador, descontrole da jornada e problemas de saúde”, afirmou.

Menos contágio – Entre bancários que ficaram em teletrabalho, 77% não apresentaram diagnóstico positivo e 23% foram contagiados. Entre os que não estiveram em teletrabalho, o percentual foi de 38%. Apesar de ter aumentado o percentual de pessoas que tem um escritório em casa em relação à primeira pesquisa, a maior parte ainda trabalha em ambientes adaptados como sala e quartos. Os equipamentos de ergonomia, cadeiras e acústica foram os itens mais mal avaliados. Em relação a primeira pesquisa, aumentou o percentual de bancários que dizem que o banco não se responsabilizou pela melhoria ou fornecimento de nenhum item. É de se destacar também o crescimento dos que citaram o pagamento do auxílio financeiro para o teletrabalho, o que reflete o acordo assinado pelas entidades sindicais banco a banco. A comunicação com a empresa segue sendo um problema para a categoria, principalmente em casos apoio ou de manutenção. Aumentou o percentual daqueles que dizem que o banco não tem (16,5%) ou não sabem se o banco tem um canal de comunicação próprio para teletrabalho (37,8%).

Jornada – Para 19,4% dos entrevistados, a jornada aumentou muito (em 2020, era de 13,6%). Para outros 24,2%, a jornada aumentou um pouco (em 2020, esse percentual era de 22%). Outro reflexo das discussões em mesa de negociação com os bancos e acordos assinados foi que a maioria dos entrevistados (67,9%) diz que os bancos têm respeitados os períodos de desconexão (fora do expediente, finais de semana, folgas, feriados e intervalos de almoço).

Mais bancários estão percebendo aumentos consideráveis em suas contas de consumo enquanto os bancos têm economizado despesas administrativas. Entre os entrevistados, 86,5% apontaram aumento em sua conta de luz e 73,4% no supermercado. Por outro lado, os 5 maiores bancos do país economizaram R$ 300 milhões no 1º semestre de 2021 com algumas despesas administrativas como água, luz, gás, vigilância, transporte, viagens, conservação de bens etc.

A pesquisa registrou um aumento na importância que os bancários atribuem para a atuação do movimento sindical em itens que dizem respeito a compensações econômicas como auxílio do teletrabalho, auxílio alimentação adicional, reembolsos e pagamentos de hora extra.

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